Como é sabido, face à recusa do BCP de negociar e acordar a atualização das tabelas salariais e cláusulas de expressão pecuniária para 2018, o SBN requereu à DGERT a promoção da CONCILIAÇÃO, à qual vieram aderir o SNQTB e o SIB.
Na conciliação ocorrida na DGERT, no Porto, o BCP manteve a sua intransigência e, por isso, os SINDICATOS requereram a MEDIAÇÃO ao Ministério do Trabalho que notificou agora as partes da sua PROPOSTA DE MEDIAÇÃO.
A DGERT, enquanto entidade mediadora, propõe, com efeitos a 1 de janeiro de 2018, uma atualização da tabela salarial de 0,75% para os níveis 1 a 6 e de 0,5% para os níveis 7 a 20, um acréscimo de 0,5% para as demais cláusulas de expressão pecuniária e o aumento do subsídio de refeição para 9,50€.
A PROPOSTA DE MEDIAÇÃO lembra que não existiram no BCP aumentos salariais desde 01 de janeiro de 2010 e nota que a inflação acumulada entre os anos de 2010 e 2017 foi de 10,4%. Termina a reconhecer que a proposta “fica muito longe de acomodar a perda do poder de compra dos últimos anos”, advertindo que esta proposta visa “melhorar ligeiramente as condições remuneratórias” e “promover uma solução de compromisso entre as partes da negociação coletiva”.
Os Sindicatos responderam, à DGERT, que aceitam a proposta, “apesar dos aumentos propostas ficarem muito aquém do que seria justo e razoável”. Sublinharam que assim dão um “sinal no sentido de desbloquear a negociação coletiva”. Afirmaram agir de boa-fé e pretender deste modo incentivar “o desenvolvimento positivo e a conclusão das negociações em curso” para 2019. Isto, sem prejudicar “as normais futuras negociações de revisão para o ano de 2020”, tudo em ordem ao “objetivo pretendido de, no prazo mais breve possível, ser recuperado o poder e compra que os Bancários e Reformados do BCP perderam desde 2010 até ao presente”.
Os Sindicatos enviaram ao BCP a resposta imediata que deram à DGERT. Apelaram a que “finalmente o BCP se disponibilize também para a aceitação da proposta de mediação”, “evitando-se mais perda de tempo e o recurso a outras diligências”.
Só os Trabalhadores e Reformados do BCP, unidos e mobilizados nos Sindicatos, poderão obrigar o BCP a negociar e acordar as justas reivindicações de reposição da dignidade e a motivação para o fortalecimento e recuperação da Instituição.
As Direções
03/09/2019