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Lagarada na Região Demarcada do Douro

Destinado a todos os sócios e familiares, a Comissão Sindical de Reformados, com o apoio e colaboração da Direção, vai levar a efeito, no próximo dia 24 de setembro do corrente ano, domingo, uma Lagarada na Região Demarcada do Douro, com o apoio da Associação de Gentes de Ribalongo, na Quinta dos Carvalhos, produtora dos vinhos Cegonha Negra.

A lagarada é um dos momentos mais aguardados da época das vindimas, um tempo marcado pela animação, pela música e pela alegria. Canta-se e dança-se ao som de desgarradas e concertinas enquanto se vive de perto a pisa tradicional das uvas, terminando a jornada com um convívio entre todos.

08,00 H - Partida dos autocarros da Câmara Municipal do Porto, junto ao Capitólio, com destino a Ribalonga (Carrazeda de Ansiães). Breve paragem técnica a meio caminho;
- Chegada à Quinta dos Carvalhos, em Ribalonga, com a oferta de um kit, mata bicho e início da vindima, para quem a desejar fazer;
13,00 H - Almoço típico da vindima (feijoada à transmontana) na Quinta dos Carvalhos;
- Continuação da vindima;
16,00 H - Ronda pelas adegas aderentes acompanhados do Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães;
18,00 H - Pisa das uvas (Esquerda! Direita! Um! Dois!) para quem a desejar fazer;
19,00 H - Regresso ao Porto.

NOTA: Quem vai vindimar ou pisar deverá ser portador de vestuário e calçado adequado à actividade, calções para a pisa, chapéu de aba larga, luvas de jardinagem, tesoura de poda, protector solar, toalha de rosto e água.

Preço por pessoa (inclui transporte, Kit, mata bicho e almoço)
– Sócios e agregado familiar(*): 25,00 €
- Acompanhantes: 27,50 €
– Crianças grátis até aos 4 anos dos 5 aos 10 anos. | 12,50 €

(*) - Entende-se por agregado familiar, única e esclusivamente, os familiares do beneficiário registados nos SAMS.

Esta iniciativa realiza-se com um mínimo de 35 e um máximo de 55 pessoas e as inscrições deverão ser efectuadas na Loja de Atendimento do S.B.N. (Rua Fábrica, nº 81, 4050 – 151 Porto) até 15 de setembro de 2017. Para mais informações, contacte-nos através dos tels. 223398805/09/17 ou sag@sbn.pt.

NOTA: Só se aceitam desistências, com garantia de reembolso, até ao dia 18 de setembro, inclusivé.



Para mais informação, consulte a circular em anexo:
- Circular 64 (Formato PDF)



Ribalonga (Carrazeda de Ansiães)

HISTÓRIA
Ribalonga é constituída por duas palavras: "riba" e "longa", significando uma encosta íngreme e em declive que se estende longamente durante dois a três quilómetros ou então algo que está em cima, neste caso, do rio Douro.
Se atentarmos à origem latina "ripa" com o significado de margem, será uma margem do Douro que se estende longamente pela colina.
Ribalonga é uma freguesia do concelho de Carrazeda de Ansiães. Este concelho fica a sudoeste do distrito de Bragança, é limitado a norte por Vila Flor, a nascente por Moncorvo, a sul partilha o rio Douro com Vila Nova de Foz-Côa e S. João da Pesqueira e a oeste contempla o rio Tua com Alijó e Murça.
A freguesia está localizada a sudoeste da sede do concelho e implanta-se numa área de depressão, conhecida por vale de Ribalonga, distando dois quilómetros do rio Douro e sobre ele se debruça suavemente. É rodeada por elevados cumes de montes com encostas muito inclinadas onde surgem socalcos de vinha.
É uma "longa riba" sulcada por um pequeno ribeiro que desemboca no Douro e com acentuadíssimos declives. Está situada também nas margens direita do Douro e esquerda do Tua.

TURISMO
Uma visita turística a Ribalonga deve começar pela famosa Fraga das Ferraduras. Trata-se de um conjunto patrimonial constituído por dois painéis de granito, com a particularidade de nele terem sido gravados motivos em ferradura. fossetes, círculos e cruciformes. Mais imponente é a vista que, desse local, se tem para o rio Douro, numa zona em que este curso de água é abençoada pela paisagem vinhateira.
Digna de admiração é também a capela onde está o Senhor dos Passos. Faz parte de uma casa particular com brasão e tem a data de 1766, tendo uma habitação, na parte debaixo, com a data de 1874. Também merecem destaque a escola primária, a igreja matriz (com a data de 1714) e as casas solarengas.
Um dos pontos de encontro da população tem sido, desde há muitos anos, o Largo das Amendoeiras, bem como o "chopo" junto à igreja, em cujo largo está ainda uma fonte datada de 1949. Mais abaixo encontra-se uma casa brasonada em abandono e a casa dos Viscondes, esta na rua da Calçada. Também é frequente as pessoas sentarem-se nas soleiras das portas, principalmente nas noites cálidas dos verões abafados e calorentos. Outras vezes vão até ao coreto e ao lagar, onde passa a estrada que vai para o Tua, pois daí vêem passar o movimento. É assim que, "na paz de alma", no sossego da aldeia, na pureza do ar pesado pelo calor ou fresco pelo cair da noite, se ajudam uns aos outros a passar o tempo ou trocando experiências da vida.
O orago de Ribalonga é Santa Marinha, daí a fonte de Santa Marinha da Igreja. Em frente à fonte está a sede da Junta de Freguesia, inaugurada era 1997. Tem no seu termo a Quinta do Zimbro, a qual chegou a ter algumas pessoas a viverem lá, estando agora desabitada.
Como via de ligação a novas ideias, a novas culturas e civilizações, Ribalonga possui a dita estrada para a Carrazeda ou para o Tua, a qual abre as portas para o País e para o mundo quer por via fluvial, quer rodoviária, quer pela via-férrea. Existe ainda uma paragem na antiga estrada nacional, no Rebentão, a qual permite apanhar os transportes públicos. No entanto, a íngreme subida até lá é pouco convidativa para quem vai a pé.
A vinha é a cultura mais típica que invade as encostas sobre o vale onde se situa, salpicada de algumas quintas onde sobressaem as casas solarengas, com palmeiras em frente. Estas quintas possuem adegas com grandes tonéis, os quais envelhecem o vinho tratado e o tornam gostoso, macio e escorregadio, de paladar inigualável na região.
Na paisagem aparecem também algumas florestas, principalmente nos montes situados para nascente, onde os incêndios têm devorado a vegetação, coloncado os rochedos à mostra e dando outro sentido mais desagradável à natureza. É um aspecto bem diferente do que, do lado oposto, nos proporcionara os vinhedos, com o Douro lá para a foz do Tua a convidar a um passeio de barco.

Vindimas
O fruto que dá origem ao vinho é colhido durante o mês de setembro, numa tarefa em jeito de celebração, onde não faltam boa disposição e alegria. Algumas quintas permitem a participação de turistas nas vindimas.
No mês de setembro os socalcos do Douro enchem-se de pessoas que recolhem os bagos de uvas para produzir o vinho mundialmente famoso. Após colher as uvas estas são depositadas em lagares onde são esmagadas com os pés das pessoas para que possam libertar o seu sumo que dará origem ao vinho. Enquanto uns pisam o vinho outros animam a festa a cantar ao som do toque do acordeão e do dedilhar das cordas da guitarra.
Mãos na uva, pés no mosto. Se em tempos as vindimas foram única e exclusivamente trabalho de gentes da terra, atualmente a exigente tarefa de apanhar a uva (e, num sentido mais lato, de trabalhá-la) é considerado um pequeno luxo para quem vê no vinho uma arte e quer ir além das tradicionais provas, onde cheiro, cor e estrutura são analisadas a mando do gosto pessoal. Por todo o país, mas com maior incidência no Douro, existem quintas que promovem programas de enoturismo apostados nas vindimas, a época mais gratificante do ano vinícola. O convite passa por perceber o trabalho que é feito nos bastidores da produção de um vinho para, no final, o beber melhor.


     
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