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Um edifício inteligente

Desde a origem do projeto Pinheiro Manso – Residência Sénior que o desafio de executar uma obra que prestigiasse a instituição proprietária, o Sindicato dos Bancários do Norte (SBN) foi uma prioridade. O objetivo era construir, em curto espaço de tempo, um novo equipamento, bem localizado, para substituir o atual instalado em São Miguel o Anjo, Alfena. Nesse sentido procedeu-se a uma procura de terrenos com projeto aprovado de dimensão aproximada ao empreendimento que se pretendia construir.
A escolha, arrojada, recaiu em terreno numa das zonas mais nobres da Cidade do Porto, na Rua do Pinheiro Manso, por isso a obra teria de ser coerente com esta grande aposta da Direção do SBN.
Procurou-se assim criar um equipamento que fosse referência na cidade e na região, tanto pelas caraterísticas físicas do mesmo, como pela qualidade do serviço prestado, dando deste modo sequência à boa experiência desenvolvida em São Miguel o Anjo.
O repto estava em construir um “Edifício Inteligente” que respondesse de forma capaz a todas as exigências de conforto e aos mais elevados níveis de eficiência, tanto para os utentes como para os colaboradores, criando ambientes agradáveis tanto nos espaços interiores como nos espaços exteriores.

Composição do Equipamento

O equipamento foi implantado num terreno aonde existiam duas habitações, a Casa Amarela e a Casa Rosa, tendo havido a preocupação de as reabilitar, mantendo-as como elementos de ligação do equipamento à Rua do Pinheiro Manso, perpetuando assim a imagem arquitetónica dessa bonita rua.
Destas casas só a Amarela se integra no programa funcional da Residência, unindo- -se através de um corpo de ligação ao edifício principal. Na Casa Amarela funcionará o Club e a administração da empresa. O Club será um espaço adaptado à fruição por parte dos utentes mais autónomos.
No corpo de ligação encontra-se o grande Hall de Entrada, a Receção e a Sala de Culto. O equipamento dispõe de 73 suítes permitindo atingir a lotação máxima admissível de 120 residentes, disponibilizando ainda serviço para utentes não residentes. Nos espaços interiores houve particular cuidado nas suítes, dando-lhes uma ambiência semelhante à de um Hotel, estando ligadas por grande hall de distribui- ção, onde pontificam três claraboias que iluminam com luz natural, todo o espaço. As salas de estar, salas de refeições e o ginásio têm dimensões muito generosas e são totalmente abertas para o exterior ajardinado.

O Edifício Principal é composto por seis pisos:
Piso 0A: 5 suítes destinadas a cuidados continuados, enfermaria, gabinete médico, área para os funcionários com sala e vestiários; lavandaria; despensa.
Piso R/C: Salas de convívio e de atividades, salas de refeições e cozinha, ginásio, cabeleireiro.
Piso 1 a 4: 17 suítes de diversas tipologias, todas com casa de banho adaptada, grande hall de distribuição das suítes e sala de estar.

Infraestruturas do equipamento

Para cumprir com o pressuposto de oferecer elevado conforto aos utentes e ao mesmo tempo uma grande eficiência energética e ambiental, foi feito um investimento elevado nos equipamentos do edifí- cio, escolhendo sempre as melhores soluções existentes no mercado. Logo na fase de projeto, foram tomadas opções visando esta otimização de recursos, dotando o edifício de equipamentos e redes estruturadas por forma a obter o máximo rendimento.
A incorporação da Domótica, associando os sistemas de emergência, iluminação, sistemas hidráulicos de aquecimento e arrefecimento de pavimento e unidades de tratamento de ar, confere a este empreendimento a “inteligência” para uma utilização racional dos recursos energéticos, de uma forma simples e automatizada, permitindo a identificação imediata de situações irregulares numa gestão integrada, na lógica de um edifício que se pretende funcional, robusto, e sustentável.
O conforto da climatização do edifício é assegurada através de um sistema de piso radiante e ventiloconvectores que fazem o aquecimento e arrefecimento dos vários espaços interiores. O tratamento de ar é feito por intermédio de recuperadores de calor ligados ao chiller-bomba de calor, conferindo às unidades a utilização de 100% de ar novo, e a qualidade ímpar do ar no interior do edifício. A produção de águas quentes sanitárias é assegurada por intermédio de um sistema solar térmico de grande capacidade, conferindo grande autonomia ao sistema.
O chiller-bomba de calor permite à unidade uma excelente rentabilidade em termos de consumo energético. Paralelamente, e dado que o consumo de energia se atribui em cerca de 80% à iluminação, toda a instalação foi dotada de luminárias em LED, reduzindo o consumo de energia elétrica.
Ainda, tendo por o objetivo a economia no consumo de água, foi executada uma rede hidráulica de abastecimento de água paralela à rede predial, para provimento dos depósitos das sanitas e rede de rega exterior. Esta água, proveniente de poço já existente no local, recuperado em paralelo com a antiga nora – aproveitando os mesmos como elementos decorativos do jardim – abastece um depósito intermédio, de menor capacidade, de forma a rentabilizar a utilização de químicos para tratamento. Outrossim, este é utilizado como forma de controlar o nível freático, não sobrecarregando a rede predial de drenagem de águas pluviais.
O equipamento dispõe de uma rede centralizada de aspiração com água (onde se incorpora um desinfetante) que permitirá uma eficiente limpeza de todos os espaços evitando contaminações, zelando assim pela saúde do utentes e colaboradores.

Período de execução da obra

A obra teve início em junho do ano passado, com os primeiros trabalhos de limpeza e escavação do terreno, tendo- se obtido a respetiva licença de construção da Câmara Municipal do Porto em 24 de agosto de 2015, após as alterações ao projeto aprovado. O novo projeto da autoria da Arquiteta Susana Neiva da empresa “pontoDpartida” resultou da adjudicação da construção e conceção à empresa Avelino Fernandes e Irmão Ltda. (AFI), tendo ficado a fiscalização ao cargo da “Proman”. A execução da obra em prazo extremamente curto teve a prestimosa colaboração da EDP que disponibilizou terreno e acesso para o estaleiro criando condições logísticas ótimas, muito úteis para a rapidez da mesma e minimização dos impactos nos vizinhos. Gostaria de aproveitar para deixar público agradecimento à Administra- ção e a todos os colaboradores da EDP que tornaram este desidrato possível.
Por fim não posso deixar de agradecer à Direção do SBN e em particular ao seu Presidente, Mário Mourão, pela confiança em mim depositada para os representar no desenvolvimento desta tão importante realização. Foi para mim muito gratificante fazer parte deste projeto e ao mesmo tempo uma enorme honra colaborar com o Sindicato dos Bancários do Norte na concretização deste grande equipamento que será, estou certo, uma grande referência na cidade e na região.

Nuno Cardoso


     
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