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Comissão Sindical de Delegaçao do Peso de Régua

Clima de medo continua instalado no setor

Alfredo Soeiro – coordenador – e Arnaldo Baptista foram os membros da Comissão Sindical de Delegação do Peso da Régua que nos concederam a entrevista a seguir publicada. Américo Rodrigues, o terceiro elemento, não pôde comparecer ao encontro.

P. Como caraterizam o momento atual vivido nesta delegação?
R.
Esta delegação está precisamente a comemorar mais um aniversário, uma vez que foi remodelada em 12 de novembro de 1999 – curiosamente por ocasião do magusto que aqui realizamos todos os anos. Mas é evidente que já existia desde há muito tempo atrás. E esse foi o motivo pelo qual, quando cá chegamos, deparamos com uma situação de degradação das instalações. Mas a recuperação foi possível, através de uma parceria entre o SBN e o SAMS.

P. De que constou tal parceria?
R.
É que na altura havia cá um enfermeiro, pelo que o objetivo final – infelizmente não conseguido – era o de se implantar também as valências de estomatologia e de clínica geral. Enfim… até a enfermagem acabou por ser prestada por serviços externos, através de protocolos firmados com diversas clínicas.

P. Voltemos então à atividade da delegação…
R.
Neste momento, à delegação compete mais um serviço de receção de documenta- ção diversa dos beneficiários, que enviamos para o SAMS, de esclarecimento em múltiplas áreas do nosso subsistema de saúde e da prestação de todas as informações de que estamos habilitados. Sempre que necessário, recorremos, via telefone ou internet, aos serviços centrais do SAMS ou do SBN, para que os beneficiários e associados possam ver imediatamente resolvidos os seus problemas ou, quando tal não é possível, sejam ao menos esclarecidos sobre as questões relativamente às quais suscitam as informações de que carecem. Por outro lado, temos a preocupação de, assim que detetamos situações que possam ter a ver com o Contencioso, as encaminharmos prontamente para os Servi- ços Jurídicos do SBN.

P. Mas não realizam mais atividades?
R.
O problema é que o edifício onde esta delegação está instalada não pertence ao SBN, embora pudesse ter pertencido. Com efeito, há cerca de quatro anos, o senhorio propôs por escrito ao sindicato a venda do imóvel, proposta essa que nunca foi respondida. Nem nós soubemos as razões pelas quais não houve resposta. A nossa opinião é que, dada a situação da delegação – na principal rua do Peso da Régua, muito comercial –, a proposta era francamente favorável ao SBN, com um preço muito acessível, o que daria a possibilidade de uma excelente rendibiliza- ção. Assim, o que propomos é a fusão com as delegações de Vila Real e de Chaves, ficando uma só delegação distrital, com sede no Peso da Régua. Aqui fica a proposta, para ser analisada num futuro breve, porque estamos convencidos de que a concretização de tal cenário daria muito mais força ao sindicato a nível de todo o distrito. Juntos seríamos mais fortes e teríamos, inclusivamente, a possibilidade de desenvolvermos mais atividades.

P. Dos contactos mantidos com os associados, quais as principais preocupações que registam?
R.
A principal é, claramente, a existência de um clima de medo que desde há bastante tempo se instalou no setor, uma vez que continuam as transferências de local de trabalho e o encerramento de agências. Basta dizer que só aqui, no Peso da Régua, já se encerraram seis – Banco Popular, Banif, Barclays, CCAM, Millenium BCP e Montepio. O medo resulta da pressão que as instituições de crédito colocam sobre os seus trabalhadores, ameaçando-os de arranjarem forma de os mandar embora ou de não os permitir progredir na carreira…

P. Entretanto, no que diz respeito aos eventos de lazer…
R.
Nesse aspeto, todos os anos realizamos um magusto de S. Martinho, que regista sempre uma grande participação de colegas e respetivos familiares e que este ano vai já na 26ª edição, o que, só por si, diz bem do êxito da iniciativa. Por outro lado, também anualmente levamos a cabo a já tão tradicional festa de Natal, que, principalmente direcionada para os mais pequenos, acaba por trazer, por isso mesmo, um muito significativo número de pais – sendo que um dos quais, pelo menos, é, evidentemente, associado do SBN.

P. Por último: uma perspetiva quanto ao futuro do setor…
R.
Vemos o futuro com muito pessimismo, porque o setor bancário continua a degradar-se, fruto de más gestões e de maus gestores. O que é incrível, inacreditável e inaceitável é qualquer gestor ser penalizado pelas suas más práticas em qualquer setor de atividade, menos no setor bancário. Assim não vamos a lado nenhum. Vemos, pois, com grande apreensão o futuro do sistema financeiro português, até pela subordinação que tem às políticas do Banco Central Europeu.


     
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