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Aos trabalhadores da Caixa Económica do Montepio Geral, Montepio Crédito e Montepio Valor

Como é de conhecimento público, a Febase encontra-se a negociar um acordo de empresa que terá como subscritoras, além desta federação, as instituições Caixa Económica do Montepio Geral, Montepio Crédito e Montepio Valor.

Atendendo à particularidade e à especificidade do Grupo Montepio e das instituições que o compõem, a Febase tem sabido manter uma postura serena, por forma a conquistar o maior e melhor conjunto de benefícios para os seus associados.
Também, como já é histórico e seu apanágio, a Febase foi quem fez as “despesas” da negociação, quem reconstruiu de raiz o documento que inicialmente lhe foi enviado e quem construiu a espinha dorsal do primeiro acordo de empresa, a celebrar com instituições do Grupo Montepio.
O atual ponto de situação das negociações só é possível fruto do trabalho e do caminho que a Febase entendeu seguir – o da negociação, que contempla várias outras matérias de caráter social. Durante este período houve quem criasse, e quem ajudasse a criar, muito ruído em volta deste futuro acordo de empresa.
O certo é que a Febase sempre percebeu que estava perante uma oportunidade de criar melhores condições económicas e sociais, futuras, para os trabalhadores da Caixa Económica do Montepio Geral, do Montepio Crédito e do Montepio Valor, face à generalidade do setor bancário. Só fazem sentido acordos de empresa quando estes sejam globalmente mais favoráveis para os trabalhadores abrangidos do que o ACT do setor bancário.
A nossa confiança também vinha, mas não só, pelo compromisso assumido pelo Conselho de Administração da CEMG, que mais tarde também o assumiu para com os trabalhadores, pelo qual, caso não se chegasse a acordo para celebração do AE, assinaria o ACT que recentemente havia sido outorgado entre as estruturas sindicais e o grupo negociador da APB.
A Febase, no sentido de poder adequar e construir um acordo tão completo quanto possível, já realizou reuniões com as comissões sindicais de empresa e realizou uma reunião com a Comissão de Trabalhadores, no passado dia 3 de novembro.
A troca de informações e de impressões destas reuniões é essencial para o fecho das negociações e, como já referido, para conseguir o melhor acordo possível, com o envolvimento das diversas estruturas representativas de trabalhadores.
Assim, e não obstante toda a informação que a Febase tem disponibilizado aos trabalhadores da Caixa Económica do Montepio Geral, do Montepio Valor e do Montepio Crédito, importa dizer que o novo ACT do MG assenta, essencialmente, no ACT da banca, acrescido de um conjunto de matérias inovadoras na convenção coletiva e que são, no essencial, de caráter social. Prevê, igualmente, o congelamento da tabela salarial e das cláusulas de expresso pecuniárias, por um período entre dois e três anos – matéria ainda não acordada –, a troco de a CEMG não recorrer a despedimento coletivo durante esse período, bem como a idade de reforma passar a ser nos termos da legislação atualmente em vigor.
Havendo ainda matérias em discussão e negociação, a Febase orgulha-se de mais uma vez ter escolhido o caminho que melhor defende os trabalhadores bancários – que é o da negociação – e de estar neste momento já com este ponto de situação, que é o de, por um lado, salvaguardar a viabilidade e as necessidades prementes da instituição em reduzir custos operacionais e assim defender todos os postos de trabalho, e o de, ao mesmo tempo, procurar garantir um leque de benefícios diferenciadores para os trabalhadores do Montepio, plasmados em normativos internos, que inicialmente a instituição pretendia anular.
Todavia, até um entendimento final todas as matérias aqui divulgadas poderão ser alvo de revisão ou de renegociação.
Os sindicatos da Febase reiteram toda a disponibilidade para apoiar e esclarecer os seus associados em qualquer situação em que sintam tal necessidade, devendo para o efeito os sócios contactar diretamente com o seu sindicato.


Montepio pede estatuto de empresa em reestruturação para facilitar rescisões

Entretanto, foi divulgado pela imprensa que o Montepio requereu, em outubro, o estatuto de empresa em reestruturação…
O objetivo deste pedido é o de, conforme os sindicatos têm alertado, facilitar a redução de cerca de cem trabalhadores, através, sobretudo, da negociação de recisão “amigável” das relações de trabalho.

     
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