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“Põe-te a andar, pela tua saúde…”

42ªcaminhada
(Caminhada, vindima, lagarada…)


No passado dia 1 de outubro realizou-se a 42ª caminhada organizada pelo Sindicato dos Bancários do Norte e que levou até Provesende, no coração do Alto Douro Vinhateiro, algumas dezenas de associados e familiares.
Numa jornada inserida na tradicional festa do Vinho e da Vinha de Provesende, os participantes percorreram cerca de doze quilómetros entre vinhas e com o cheiro a mosto no ar. Visitaram a Quinta da Fonte do Milho, onde puderam vindimar os cachos e onde decorreu um saboroso matabicho que ajudou a restabelecer energia e ganhar forças para continuar. Depois na Quinta da Cavadinha, da Warre, propriedade da família Symington e considerada uma das melhores propriedades no Vale do Pinhão, foi apresentado, na adega, todo o processo, desde o depósito no pegão, o desengaçamento das uvas e o seu esmagamento mecânico, do qual resulta o mosto que por sua vez é fermentado e assim transformado em álcool, após o que é guardado em depósitos até estar pronto para consumo. Uma boa lição recompensada no final com o tradicional porto de honra.
As vindimas são um verdadeiro marco da etnografia portuguesa e neste evento, observada a reconstituição daquilo que era outrora, o bulício festivo na região do Douro em tempo de vindimas.
Os participantes puderam, depois do almoço realizado no quartel dos bombeiros, percorrer a aldeia situada numa pequena veiga, a meia altura da montanha, junto às abas do picoto de São Domingos, no Alto Douro. Provesende tem uma existência anterior à nacionalidade e é fácil, num breve passeio pelas suas ruas e travessas, admirando os numerosos solares e casas nobres, perceber que esta aldeia tem atrás de si um passado de poder e de prosperidade.
Numa atmosfera e ambiência de alegria e uma interatividade com um dos costumes mais ancestrais vinhateiros do Douro, continuaram as provas de vinhos e licores em barraquinhas dispostas ao longo da rua principal, onde também era possível observar uma mostra e venda de produtos regionais, acompanhados por animação de rua. Depois aconteceram as tão apreciadas e participadas “entradas no lagar” (lagaradas) para a pisa de uvas.
De regresso ao Porto, passamos ainda em Vila Real onde visitamos o Museu de Arqueologia e Numismática, edifício setecentista que alberga uma extraordinária coleção de moedas balizadas entre o sé- culo V a.C e o século VIII d.C. A grande maioria está datada da época do Império Romano, embora haja numismas gregos, cartagineses, hispano-romanos, luso-romanos, da república romana, bizantinos, visigóticos e árabes, quase todas elas encontradas na Província de Trás-os-Montes.
     
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