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Comissão Sindical de Delegaçao de Chaves

Falar do futuro? Nem pensar! Apenas do presente…

João Pereira – coordenador – e Ana Valverde foram os elementos da Comissão Sindical de Delegação de Chaves (que abarca também os concelhos de Montalegre, Valpaços e Boticas) com quem conversamos. A seguir publicamos a respetiva entrevista.


P. Em função sobretudo das visitas que fazem aos balcões, como caraterizam a atual situação que se vive na banca?
R. Pois. É por aí, nomeadamente, que se nota a grande instabilidade existente no setor financeiro português – em particular na banca –, o que gera uma grande preocupação nos colegas, sempre com receio de repercussões nos postos de trabalho e vivendo uma enorme incerteza nas carreiras. Em todos os locais de trabalho é mais que evidente esse clima de grande preocupação, que é nossa também, como é óbvio.

P. Quais são os principais sentimentos que esses mesmos colegas vos transmitem?
R. Como já referimos, o de incerteza, mas também o de desconfiança. Nessas situações, por vezes sentimos que, mais do que representantes sindicais, se calhar deveríamos ser psicólogos. É que, por outro lado, as informa- ções que eles anseiam, não somos nós quem as tem – são as estruturas patronais.

P. E as queixas que mais se fazem ouvir?
R. Todas elas acabam por entroncar, naturalmente, no referido clima a que já fizemos referência. Mas, muito especificamente, existe a questão do SAMS, radicada, por exemplo, nas comparticipações, que registam, embora esporadicamente, algumas demoras. Claro que, quando detetamos essas queixas, procuramos que elas tenham solução. Por outro lado, se é certo que a situação já esteve pior, também é verdade que ainda não está bem. Entretanto, continua a haver poucos médicos disponíveis, uma vez que as nossas tabelas são baixas e que se mantém a relutância do SAMS em celebrar acordos com algumas entidades prestadoras de cuidados de saúde – há neste momento muitos casos pendentes, em relação aos quais ainda não existem respostas. É certo que temos um dos melhores subsistemas de saúde existentes em Portugal, pelo que é pena permanecerem estas dificuldades, que nos provocam constrangimentos na nossa ação sindical, face às questões que os bancários nos colocam no domínio da saúde. Pela nossa parte, estamos em crer que seria necessário passar mais maciçamente a informação do que de melhor temos neste campo, porque há áreas, como nas cirurgias, em que as comparticipações do nosso SAMS são muito superiores. É isso que nós dizemos aos colegas, mas não basta. Tem de haver uma grande campanha a outro nível, com uma informação pormenorizada do que nós comparticipamos. Isso faz-nos imensa falta, como instrumento de trabalho, no nosso dia-a-dia.

P. Nas vossas deslocações aos balcões têm encontrado problemas concretos para cuja resolução é pedida a vossa colaboração?
R. Sem dúvida! Para só citarmos um exemplo, referimos o que se passa no que diz respeito a situações que se prendem com processos disciplinares. Nessas circunstâncias, disponibilizamo-nos de imediato para servir como “linha direta” para o Contencioso do SBN. Mas também somos confrontados com dúvidas de todo o género, que nos apressamos a esclarecer, quer imediatamente, quer, quando isso não está ao nosso alcance, através dos Servi- ços Jurídicos do sindicato ou da Direção. Esse é, sem margem para qualquer dúvida, um dos pontos fortes da nossa atuação e do SBN. E é para nós um ponto de honra sabermos que os Serviços Jurídicos não falham. Bem, é certo que talvez às vezes até os pressionemos um pouco demais…

P. No domínio do lazer, qual é a principal atividade da delegação?
R. O S. Martinho. Isto é: um encontro, cheio de tradição, organizado para os associados e aberto aos familiares. De sublinhar a presença maciça de colegas reformados… É um grande convívio! Gostaríamos de destacar ainda a festa de Natal, destinada aos filhos dos associados, mas também aberta a familiares, em que distribuímos prendas à criançada, compradas – sublinhe-se – no âmbito do orçamento anual atribuído à delegação…

P. Para finalizar: os vossos objetivos…
R. Em primeiro lugar, evitar a saída de associados, o que, por vezes, se torna tarefa muito difícil e externa ao próprio sindicato, uma vez que, por exemplo, continua no horizonte o encerramento de balcões. Por outro lado, o aprofundamento da relação com os Serviços Jurídicos do SBN, uma vez que o futuro do setor financeiro parece fazer prever nova onda de rescisões no setor. Enfim, não nos atrevemos a perspetivar o futuro, porque o futuro é hoje. E cada vez mais temos de atuar em cada minuto que passa…

     
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