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Novas expetativas

Fazer caducar a caducidade é precisamente uma das exigências e das expectativas da classe bancária.

Estamos a chegar ao fim de mais um ano, que não foi satisfató- rio para os trabalhadores bancários por um vasto conjunto de razões, de entre as quais relevam a falta de aumentos salariais – com a consequente perda de rendimentos – e a diminuição de efetivos na quase generalidade das instituições de crédito.

Abre-se agora, todavia, um novo ciclo na vida política nacional, fazendo com que surjam diversas expetativas para os trabalhadores, nomeadamente com repercussões na melhoria das suas condições de vida.

Há, posso afirmar, horizontes de esperança. Novas portas se abrem, para que o futuro possa ser encarado com mais otimismo.

E, neste aspeto, não me atenho apenas às questões de natureza económica e financeira – cujo significado é tão evidentemente determinante –, mas a outras também muito importantes, como seja a da caducidade dos instrumentos de regulação coletiva de trabalho, que foi vertida para o Código do Trabalho sem que daí resultasse qualquer benefício que não o de colocar nas mãos dos empregadores a capacidade discricionária de manipular a contratação.

Ora, fazer caducar a caducidade é precisamente uma das exigências e das expectativas da classe bancária. Pessoalmente, estou confiante de que, de uma forma ou de outra, vão ser encontrados caminhos para, mesmo que ela se mantenha em vigor, o novo acordo coletivo de trabalho do setor bancário seja subscrito o mais rapidamente possível e que sejam retomadas as atualizações da tabela salarial, bem como as das pensões dos colegas que se encontram na situação de reforma.

De qualquer modo, espera-nos um ano de grande exigência. Pela nossa parte, guardaremos o posicionamento de sempre, pelo que o SBN, independentemente de qual o governo que se encontre em vigência, manterá o comportamento simultaneamente reivindicativo e dialogante, em prol da unidade da classe e na defesa dos justos e legítimos interesses dos bancários.

A terminar, a todos os associados e respetivos núcleos familiares desejo festas felizes e um bom ano de 2016, cheio de esperança em mudanças positivas no que concerne ao panorama político-sindical envolvente.


Mário Mourão

     
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