Pesquisa

ok
Home»Nortada»Nortada Detalhe
 
Comissão Sindical de Viana do Castelo - Cresce a disponibilidade dos sócios para nos receberem

Carlos Rocha é o coordenador da Comissão Sindical de Delegação de Viana do Castelo e o único elemento que exerce funções a tempo inteiro. Completam aquele órgão Francisco Silva, Mário Gonçalves, Rui Marques e Francisco Mendes. Em entrevista à nossa revista, ficou patente a manifestação registada pelo facto de haver uma cada vez maior disponibilidade para serem recebidos por parte dos associados, quando por eles são visitados nos balcões.


N. Se vos pedisse para enunciar qual o principal objetivo das vossas atividades, qual o que enunciariam?
R. A resposta é difícil, porque são muitos!... Mas digamos que um dos mais importantes é, inquestionavelmente, o de manter o bom funcionamento da delegação nas mais diversas vertentes, quer no domínio da ação sindical, quer numa vasta multiplicidade de apoios aos colegas, como seja no que diz respeito à ajuda no preenchimento da declaração do IRS. Por outro lado, procuramos manter este espaço a funcionar com horário definido e regular, o que, convenhamos, não é tarefa fácil, porque por exemplo quando eu (diz Carlos Rocha) vou aos balcões, e como sou o único que o faço, por estar a tempo inteiro, o Rui fica na delegação, mas sempre dependendo da disponibilidade dele, como é óbvio e natural. É assim que tem de ser feito… Não há milagres…

N. Imagino que, com a crise existente no setor, essas visitas aos balcões vos têm vindo a ser cada vez mais dificultadas…
R. Não, não! Está enganado! É exatamente ao contrário! Podemos até mesmo enfatizar o nosso agrado por termos vindo a notar a existência de uma cada vez maior disponibilidade por parte dos colegas em nos receberem, para poderem falar não apenas sobre os problemas que os afetam individualmente mas também sobre a vastíssima problemática que a classe atravessa, no seu conjunto. Destes problemas e destas dúvidas ressaltam, entre aqueles que são mais citados, os que se referem à eventual caducidade do contrato coletivo de trabalho, a responsabilidade do pagamento de coimas devidas à existência de trabalho suplementar não remunerado, a preocupação com o enquadramento específico do setor, a instabilidade da banca, as múltiplas pressões a que os bancários estão submetidos nos locais de trabalho… Aliás, neste campo, sentimos um enorme receio por causa da instabilidade não apenas dos postos de trabalho mas também dos locais para onde os bancários podem vir a ser transferidos de um momento para o outro…






N. Notam que o medo se instalou no setor?
R. Ah, mas claramente! As pessoas têm um medo mais que evidente de reclamarem os seus direitos, o que lhes aumenta o stresse de uma forma incalculavelmente exponencial. Por isso uma das nossas principais preocupações é a de lhes transmitirmos a mensagem de que é nosso dever, enquanto cidadãos e trabalhadores, impedir que esses mesmos direitos sejam sistematicamente violados Não é tarefa fácil, seguramente que não, mas é a única via. O pior é que o medo continua a subsistir. Mas temos de persistir, mais e mais, em tentar fazer passar esta mensagem de cidadania.

N. Esse é o único tipo de visitas que fazem aos balcões?
R. Não. As que lhe referimos são efetuadas na cidade. Mas temos as que são feitas em coordenação com a Direção e que se estendem pelo distrito, acompanhadas por um elemento da Direção. Também neste caso, como no outro, o objetivo é o de se praticar o sindicalismo de proximidade, embora nesta segunda circunstância talvez fosse bom haver uma agenda prévia mais definida. Em todo o caso, também aqui se nota uma crescente disponibilidade dos colegas para este tipo de contatos.

N. Falaram em sindicalismo de proximidade. É isso que efetivamente sentem aqui?
R. A resposta só pode ser uma e muito firme: sim! Repare: esta é, inequivocamente, sem desprimor para todas as outras, uma delegação de prestígio, assim entendida pela generalidade dos associados, apesar de não dispormos das condições de que gostaríamos. Eles reconhecem que a delegação existe, que está presente, que está junto deles e disponível para quem dela necessita, seja em que circunstância for. Só não faz falta para quem não precisa. Mas sempre que algum associado tem problemas, vem à delegação, porque sabe que aqui encontra apoio.

N. Para além da atividade sindical, têm mais alguma outra?
R. Sim, promovemos, em parceria com as delegações de Braga e Valença, dois passeios anuais, a diversos destinos. E estamos agora a pensar realizar, nas nossas instituições, torneios de ténis de mesa e xadrez.

N. Nas reuniões internas da delegação, qual é o problema que vos suscita maior preocupação?
R. Neste momento, a crise sistémica que a venda do Novo Banco pode provocar em todo o setor em Portugal. Se os bancos tiverem de entregar ainda muito mais dinheiro para o Fundo de Resolução, claro que o problema vai recair sobre as instituições e depois sobrar para os bancários. Além disso, há que estar muito atento a quem vai comprar o quê. Enfim, é um grande problema, a muitas incógnitas…

N. Para finalizar, quanto ao SAMS, qual o ponto da situação, em vosso entendimento?
R. A grande vulnerabilidade e o grande constrangimento do SAMS centram- -se em algumas, poucas, comparticipações, sobejamente identificadas. É por aí que associados nossos procuram outros sindicatos. É bom não esquecer a crise social que vivemos e a que a classe bancária não está alheia. Por isso pensamos que talvez possam haver métodos expeditos que o nosso SAMS utilizasse para, se não resolver, ao menos minimizar significativamente este problema, que não pode ser ignorado. Reconhecemos que o nosso SAMS tem de ser um sistema solidário e sustentável, mas consideramos que poderá tomar medidas que, sem terem impacto orçamental, beneficiem as pessoas, como seja proporcionar que o beneficiário pague apenas o encargo que lhe diz respeito, em vez de suportar a totalidade do ato clínico, quando se dirigem a entidades que têm contrato connosco.


     
   Imprimir        Voltar        Topo
Copyright © 2007 SBN