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Por uma resposta solidária da Europa e dos Estados-membros ao drama dos refugiados

O Secretariado Nacional da UGT, reunido no passado dia 22, consciente do período que atravessamos, quer a nível europeu, quer a nível nacional, aprovou, por unanimidade e aclamação, as moções que nesta página transcrevemos.


O atual fluxo migratório para a Europa apenas tornou visível a crise humanitária que lhe está na origem, com milhares e milhares de refugiados a colocar em risco a vida para lograr alcançar aquilo a que todos os seres humanos têm direito e que lhes é negado nos países de origem: um espaço que lhes garanta condições de vida, de segurança, de solidariedade e de respeito pelos direitos fundamentais. A Europa não pode fechar os olhos e as portas a esta situação e não poderá continuar a afirmar-se como um verdadeiro espaço de respeito e de promoção dos direitos humanos e de dignificação do valor da vida humana se o fizer.
É fundamental que, da cimeira extraordinária marcada para 23 de setembro, resultem os consensos e os compromissos necessários para viabilizar uma resposta urgente, eficaz, integrada, coerente e coesa face ao drama das milhares de pessoas, frequentemente de famílias inteiras, que pretendem entrar no espaço europeu e que sejam tomados passos significativos para que, em articulação com a comunidade internacional, a UE se envolva ativamente no acolhimento dos refugiados, no combate efetivo ao tráfico de seres humanos e na resolução dos problemas na origem.
É necessário que, nesta como noutras áreas, a UE e todos os Estados- -membros não esqueçam que a construção do espaço europeu assenta num pilar fundamental de solidariedade e de coesão e que a garantia de uma integração adequada dos imigrantes passa também por políticas que garantam uma sociedade mais justa, com crescimento e emprego digno.
Portugal, nação europeia antiga, foi e é um País de emigrantes e de imigrantes, que sempre soube acomodar as suas gentes com hospitalidade, solidariedade e humanismo.
Por isso, a UGT defende que é essencial que Portugal e cada Estado- -membro se assuma como parte na construção das soluções, que são um verdadeiro imperativo humanitário, e que todos desenvolvam as condições necessárias para que os refugiados sejam acolhidos e integrados em condições que garantam aquilo que procuram ao fugir da guerra, da fome e das perseguições, num esforço conjunto que deverá envolver não apenas as entidades públicas mas toda a sociedade civil.
O movimento sindical, a nível europeu e nacional, não se demite das responsabilidades e pautará a intervenção pela solidariedade, um dos valores fundamentais da sua matriz.
A UGT manifesta desde já o empenho, enquanto parceiro social responsável e solidário, nos esforços a desenvolver no acolhimento e no acompanhamento dos refugiados que virão para o nosso País, em articulação com as demais organizações da sociedade civil, de forma a assegurar uma resposta cabal aos desafios da integração e a concretização de condições justas e dignas de vida e de trabalho para todos os que encontrarão em Portugal a liberdade, a segurança e a dignidade que procuram.

     
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