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Legislativas: votar pela democracia e pelo futuro de Portugal

O ato eleitoral do dia 4 de outubro decorre num dos momentos mais difíceis da história democrática do País.
Os últimos quatro anos foram marcados por um programa de assistência financeira internacional que se fez sobretudo à custa dos rendimentos do trabalho, incidindo sobre salários e pensões.
Se a democracia não se esgota nos atos eleitorais e no exercício do direito de voto, este não deixa de ser o momento em que, todos e todas, devem expressar a sua posição de forma clara e inequívoca sobre as políticas seguidas e os seus resultados.
Mas este não é o momento de julgar apenas o passado. O ato eleitoral assume principal relevância por ser através do voto que, perante as alternativas que nos são apresentadas, determinaremos qual o futuro que queremos para Portugal, qual o projeto e a via que pretendemos seguir para garantir os objetivos que nos unem: o crescimento económico; a criação de emprego; o reforço dos direitos dos trabalhadores e da justiça e da proteção social e a defesa do Estado Social. Para tal, impõe-se que os cidadãos votem em consciência e de forma esclarecida, esperando a UGT que todos o procurem fazer e que os partidos políticos contribuam, com opções e mensagens claras, para que tal se verifique.
A UGT tem presente que, já anteriormente, realizou um apelo ao voto. Mas tem também presente que, neste momento em que o debate político se intensifica e em que se iniciou o período de campanha eleitoral, tal apelo deve ser reiterado.
Os últimos atos eleitorais têm sido marcados por um elevado nível de abstenção, fenómeno que, sendo uma expressão da liberdade democrática, não deixa também de ser a negação da democracia enquanto projeto comum, em que a responsabilidade de cada um é fundamental para a concretização de uma sociedade mais justa, mais participada e mais solidária.
Por isso, e face a um ato eleitoral que assume a relevância que o atual momento do País lhe confere, mais uma vez apelamos a que, no próximo dia 4 de outubro, todos cumpram com a responsabilidade que Abril neles depositou, acorrendo às urnas para fazer cumprir a democracia.
Votar é um direito, mas é também um dever. Pelos trabalhadores, pelos pensionistas, pelos desempregados, pelas mulheres e pelos jovens. Pela democracia. Pelo futuro de Portugal. Por todos nós.



     
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