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Comissão Sindical de Empresa do Montepio - “Há muita desigualdade nos 169 balcões da nossa área”

Luís Teixeira (coordenador), Cátia Gonçalves (a tempo inteiro), Emílio Ferreira e Carlos Sousa (ambos a tempo parcial) são os membros da Comissão Sindical de Empresa da Caixa Económica Montepio Geral. Em conversa com a nossa revista, começaram por revelar que a área geográfica em que exercem a sua atividade, regida por um regulamento interno, abrange 169 balcões, de Miranda do Douro à Mealhada, agregando 603 associados do SBN no ativo e 101 reformados.


P. Como interpretam a situação vigente na globalidade desses balcões?
R. Existe muita desigualdade. Há gerentes que não sabem aproveitar devidamente as reais capacidades dos nossos colegas, o que, nesses casos, acaba por causar situações de natural frustração. Por outro lado, existem muitas situações de incumprimento de horários, o que, como sabemos, é totalmente ilegal. Mais ainda: há gerentes que evidenciam preferências por uns colegas em detrimento de outros, o que também se torna desmotivador. Enquanto isso, outros tantos gerentes pressionam ilegitimamente os trabalhadores. Enfim, toda esta situação impõe, como deve calcular, uma permanente atuação a esta comissão sindical, cuja missão é a de apoiar sempre os nossos colegas no terreno, tanto no plano jurídico, em que muitos casos são enviados para o contencioso do sindicato, como no que diz respeito a situações referentes ao SAMS. Mas também não esquecemos a situação daqueles colegas que foram transferidos para Lisboa. Por isso, temos pedido reuniões com a Direção do Sindicato e com o Contencioso, para acompanhar a situação dos nove que ainda lá se encontram, de entre os 25 inicialmente deslocalizados. Por outro lado, é nossa preocupação manter os associados permanentemente alertados para que não decidam nada no que diga respeito a propostas que lhes sejam apresentadas e que não assinem documento algum sem antes consultarem a comissão sindical, para assim poderem ser aconselhados sobre os seus direitos e sobre quais os melhores caminhos a seguir. Como de alguma forma já referimos, os membros desta delegação sindical andam sempre no terreno. Os associados sabem-no bem e apercebem-se disso.

P. E sobre a situação interna no banco, qual tem sido a vossa atuação?
R. Temo-nos preocupado em manter a par de tudo quanto é do nosso conhecimento quer a Direção do sindicato quer os trabalhadores. Todos os desenvolvimentos internos e reflexos que impliquem são imediatamente reportados. É curioso que temos pedido reuniões aos responsáveis regionais, mas enquanto uns nos recebem sem quaisquer problemas, há gerentes que, além de não nos quererem receber, até fogem de nós.

P. Quais são as opiniões que recolhem dos associados relativamente ao SAMS?
R. Em primeiro lugar, é preciso que se diga que o SAMS tem vindo a melhorar, de uma forma inequívoca, quer em termos de comparticipações, quer de especialidades. Mas ainda temos regiões que se encontram insuficientemente cobertas, à míngua de acordos com entidades prestadoras de cuidados de saúde, situação que é merecedora de atenção por parte desta comissão sindical. Por outro lado, o SAMS lançou o modelo 25 para pagar as comparticipações, que veio provocar descontentamento aos nossos associados, que logo começaram a manifestar dificuldades no respetivo preenchimento. Assim, desde o início tem sido nossa preocupação ajudar os beneficiários, fazendo com que aquele modelo lhes passasse a ser acessível, tarefa que não seria da nossa competência e que poderia ser facilmente resolvida com uma alteração do documento por parte do SAMS, em ordem a torná-lo mais completo e de mais fácil preenchimento. Mas nos nossos permanentes contactos com os associados demonstramos que o nosso SAMS, quer em cirurgias, quer em internamentos, é muito mais vantajoso do que qualquer outro subsistema. Apenas um último reparo: os cartões de utentes têm sido emitidos com demoras significativas.

     
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