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Exercício positivo em 431 mil euros

No campo da vertente económica, foi destacado o facto de o resultado líquido consolidado do SBN, no exercício em apreço, ter sido positivo em 431 mil euros.

Foi explicado que, neste exercício, os resultados da Atividade Sindical foram afetados pela operação de venda das ações detidas da sociedade MACIF PORTUGAL, COMPANHIA DE SEGUROS. Em termos consolidados, e ao nível dos rendimentos, foram recebidos 29,482 M€ a título de quotizações e contribuições, valor que representa 88,14% do total dos rendimentos. Comparativamente com o exercício anterior registou-se uma diminuição de 410.546 euros, ou seja, o equivalente a uma variação de -1,37%.

Os rendimentos resultantes das atividades de âmbito clínico (que incluem os montantes provenientes da venda de senhas de consulta, de análises clínicas, de atos médicos internos e de penalizações por falta a consulta, entre outros) cifraram-se em 798.981 euros.

No que se refere aos gastos, verificou-se a predominância da despesa com a atribuição de comparticipações, representando um peso de 61,41% no seu total, cifrando-se esta rubrica em 20,277 M€.

Constatou-se igualmente que, face ao ano anterior, a despesa global resultante da atribuição de comparticipações sofreu um desagravamento de cerca de 4,33%. Para esta evolução, há que destacar a diminuição registada em Meios Auxiliares de Diagnóstico (-287.991 €), Internamentos (-276.427 €), Tratamentos (-72.415 €) e Consultas Médicas (-34.503 €).

Seguindo as boas práticas contabilísticas, o SBN considera apenas em Gastos com o pessoal as verbas despendidas com os órgãos estatutários e com o pessoal vinculado à Instituição através de contrato individual ou coletivo de trabalho, enquanto os honorários pagos a trabalhadores independentes são considerados como serviços externos, classificados portanto em FSEs. Ora, se considerarmos ambas as rubricas, constatamos que estas ascenderam a 6,23 M€, tendo decrescido 5,42%, relativamente a 2013.
No decurso deste exercício, os Corpos Gerentes procuraram atuar em algumas áreas da despesa, razão pela qual, e ao nível dos Fornecimentos e Serviços Externos, se conseguiram obter as seguintes reduções: Comunicação (-58.562 €), Deslocações e estadas (-54.464 €), Seguros (-13.959 €), Publicações (-11.811 €) e Combustíveis (-2.528 €).

No desenrolar da apresentação das contas deste exercício, a Direção aproveitou igualmente para salientar o razoável desempenho económico- financeiro obtido na área dos SAMS, com o Regime Geral a alcançar um resultado líquido de 249 mil euros e o Fundo Sindical de Assistência de cerca de 92 mil euros.

Igualmente no domínio dos SAMS, a Direção destacou o facto de terem sido prestados internamente (nos Postos Clínicos) 192.438 atos, referentes a 91.203 consultas, 35.218 exames (M.A.D.), 1.040 pequenas cirurgias, 33.797 tratamentos e 4.464 próteses dentárias.

No que se refere à Loja de Ótica, destacou-se o nível dos resultados líquidos alcançados (cerca de 191 mil euros). Depois de em 2012 se ter procedido à transferência da localização da loja de S. Brás (no Porto), para um novo espaço (existente no mesmo edifício), com projeção para o exterior, no decurso deste ano alcançou-se um volume de negócios bastante interessante (superior a um milhão de euros). Assim, e analisando em maior detalhe a evolução do volume de faturação, verificou-se a existência de um crescimento de 106.382 € no Posto de venda de S. Brás, 4.850 € em Aveiro e 5.928 € em Bragança.

A Direção realçou igualmente a manutenção do razoável nível de rentabilidade, liquidez, alavanca financeira e risco do SBN.
De facto, o rácio de liquidez geral foi de 2,00, revelando a existência de uma elevada capacidade para honrar os compromissos de curto prazo do SBN. Inclusivamente, verificou-se que o montante em Caixa e Depósitos bancários cobre 24% do Passivo Corrente (na medida em que a liquidez imediata era de 0,24). Por sua vez, a rentabilidade dos capitais próprios foi de 1,44%, valor considerado razoável para o efeito.

Constatou-se igualmente que o SBN continua a ser alavancado pelos Capitais Alheios, já que a Autonomia Financeira foi de 45,51%.

Verificou-se igualmente que os Capitais Permanentes assumiram uma maior importância no financiamento do Imobilizado (em 2014 este indicador era de 4,01), o que equivale a afirmar que os investimentos continuam a ser financiados por capitais de longo prazo. No que se refere ao rácio Ativo Corrente / Ativo Total, este foi de 82,25%, tendo sofrido um ligeiro acréscimo face ao verificado no ano anterior, como consequência do pequeno aumento de Caixa e depósitos bancários.

Em suma, os resultados obtidos, em termos económicos e político- -sindicais, foram encarados, por parte da Direção, de uma forma moderadamente otimista, tendo sido percecionados como um importante instrumento para a concretização dos objetivos constantes no Programa de ação para o atual mandato.

     
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