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Para que conste

Associado agradece ao SBN a resolução de intrincado conflito


“Porque acho que devo fazer, aqui está o meu agradecimento pelas diligências efetuadas pelo Departamento de Contencioso e que felizmente tiveram êxito.”
António das Dores – Sócio 7.732


Estas palavras do referido associado, em carta enviada à Direção do SBN, suscitaram a curiosidade da Nortada em aprofundar os motivos que suscitaram tal agradecimento. Solicitada uma entrevista, a que o autor de pronto acedeu e que a seguir a publicamos.



N. Sr António das Dores, quer contar-nos qual a situação que esteve na origem do problema e posterior resolução?
AD. Tudo começou quando o antigo ministro da Defesa, Paulo Portas, publicou legislação no sentido de garantir aos ex-combatentes das ex-colónias que a partir de 2004 tivessem um complemento de pensão em virtude de ali terem prestado serviço militar. Claro que isso obedecia a um processo administrativo, pelo qual os interessados tinham de fazer prova de terem estado nas ex-colónias e durante quanto tempo. Foi isso que fiz, pelo que me atribuíram cem euros anualmente, a pagar todos os meses de outubro.

N. Mas quem é que estava obrigado a fazer-lhe esse pagamento?
AD. No caso dos bancários, essa prestação teria de ser satisfeita pelas próprias instituições de crédito, que era quem fazia a gestão dos fundos de pensões. O Banco do Brasil, onde me reformei, pagou até 2010, mas a partir daí suspendeu os pagamentos, porque em 2011 os fundos de pensões foram transferidos para a Segurança Social, tendo então passado a haver um jogo de empurra com a Associação Portuguesa de Bancos. Ora, como deixei de receber, contactei o SBN, expus o problema e a partir daí o próprio Contencioso fez uma série de diligências junto do Banco do Brasil, até ter conseguido que o assunto ficasse resolvido.

N. Foi, então, um processo relativamente simples
AD. Não, não! Nada disso! O Contencioso teve de insistir muitas vezes! Um dos problemas foi porque o colega dos Recursos Humanos se reformou nessa altura, tendo deixado o assunto na gaveta. Depois, a colega que o substituiu não sabia o que se estava a passar. Ora, só quando o Contencioso pressionou ainda mais e o banco se viu “acossado” com a ameaça de levar o assunto a tribunal é que pediu tempo para estudar a situação. Mas até foi bom eu ter levantado este problema e o Contencioso ter agido com agiu, porque a partir daí outros colegas que estavam confrontados com as mesmas situações viram- -nas desbloqueadas.

N. Entretanto, enquanto tudo estava em análise deve ter vivido momentos de muita incerteza
AD. Está enganado! É que do SBN ia recebendo frequentes telefonemas, a dar-me conhecimento do estado da situação e das diligências que iam sendo efetuadas. Foram inexcedíveis. Claro que ao princípio deixei passar algum tempo, porque sei que estas coisas não se resolvem de um dia para o outro.
Mas deixe-me acrescentar que nós, como sócios, devemos reconhecer as ações que o sindicato faz para defender os interesses dos associados, até porque isso certamente também dará ânimo aos técnicos das estruturas que estão constituídas para tal.
E falo com conhecimento de causa, uma vez que o meu primeiro cartão de sócio está assinado pelo antigo ministro do Trabalho, Avelino Pacheco Gonçalves, e vivi todas as fases por que desde então passou o SBN. Mas devo confessar que, o que mais me agradou e que mais ficou na minha memória, foi o movimento que deu origem a que os bancários tivessem, hoje, o regime de assistência médico-social que têm.
E permita-me que não termine esta entrevista sem reiterar os meus agradecimentos ao SBN pelas diligências efetuadas pelo Contencioso, que muito me honraram como associado. Faço votos por que o sindicato prossiga a sua ação em prol dos seus sócios, em luta por um futuro que se adivinha não ser nada fácil.

     
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