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Comissão Sindical do Santander Totta faz ponto da situação vivida naquela instituição

Jorge Delgado – coordenador –, Francisco Costa, Nuno Silva, Amílcar Santos e José António Pereira são os membros da Comissão Sindical de Empresa (Norte) do Banco Santander Totta. Os dois primeiros, em entrevista à Revista FEBASE, fizeram o ponto da situação relativo à atividade daquela estrutura.

P. Quais são as vossas principais preocupações?
R. Manter os atuais associados e angariar novos sócios. Por outro lado, procuramos que haja uma comunicação constante com os nossos colegas dos balcões, a fim de nos apercebermos dos seus principais problemas, quer do ponto de vista sindical, quer no que nos reportam relativamente ao SAMS. Assim desenvolvemos uma verdadeira relação de proximidade. Mas, é claro, toda esta nossa atividade é feita em íntima interligação com o sindicato.

P. Dessa recolha de informação proporcionada pelo contacto com os associados, quais são os temas mais frequentemente relatados?
R. Uma das questões mais repetidas prende-se com o SAMS, designadamente no que diz respeito às comparticipações. Podemos afirmar que é a preocupação mais relevante, a par da manutenção dos postos de trabalho. Mas também estão muito preocupados sobre se o nosso banco vai comprar o Novo Banco, receando o que aconteceu em casos anteriores. E dizemos isto porque a nossa amostra é muito significativa. Repare: quando vamos aos balcões somos sempre bem recebidos e os colegas têm uma grande abertura para connosco, falando-nos sem reservas daquilo que mais os aflige.

P. Pode então deduzir-se que os bancários do Santander Totta estão completamente tranquilos no que à situação geral da banca diz respeito?
R. Não, nesse aspeto constatamos que as pessoas se sentem um pouco perdidas. Por isso, consideramos que um dos nossos trabalhos mais nobres é o de os reenquadrar em relação à situação atual do setor bancário, municiando-os de toda a informação, em sintonia com as orientações recebidas do sindicato.

P. Disseram que quando vão aos balcões são bem recebidos. Não encontram resistências?
R. Já percebemos que essa sua pergunta tem subjacente eventuais problemas que as hierarquias possam causar a essa nossa atividade. Mas não. Felizmente que essas questões não se nos colocam. Marcamos as visitas, somos recebidos e tratamos de todas as questões, sem quaisquer interferências das hierarquias, seja a nível dos balcões, seja a nível do Departamento de Recursos Humanos.

P. E como sentem a situação interna no banco?
R. É certo que o nosso banco tem estado a reduzir balcões, mas também é um facto que tem estado a aproveitar todos os trabalhadores, enquadrando-os em funções que já desempenhavam anteriormente.

P. Os trabalhadores sentem-se, então, em clima de franca estabilidade?
R. Bem, é claro que se interrogam sobre o que acontece em redor, na generalidade do seto
R. Quando vemos as barbas do vizinho a arder… E interrogam-se também sobre a desregulamentação e as consequências que poderá provoca
R. De resto, quando são formuladas propostas de rescisão, as pessoas aceitam-nas ou não, sem que sejam objeto de pressões e sem que sofram penalizações se não as aceitarem. Claro que há casos pontuais que fogem à regra, com alguma pressão menos moderada, mas, como referimos, são exceções. Resumindo a resposta à sua pergunta: as pessoas não podem deixar de olhar à sua volta, embora saibam que o nosso banco é um dos mais estáveis no país e que está dotado de uma gestão eficiente.

P. Como é que sentem a relação dos vossos colegas nos balcões com o público?
R. Nestes últimos tempos não tem vindo a ser tão fácil. É mais difícil concretizar-se negócios como se fazia há alguns anos atrás, mercê da crise instalada em Portugal e que, como todos sabemos, se refletiu no setor bancário. Se os clientes não têm capacidade de aforramento ou de assumir créditos, isso vai inevitavelmente refletir- se na atividade de todos os bancos. Temos de estar conscientes de que o contexto económico do país se reflete negativamente no negócio que nos é possível fazer nos balcões, o que exige aos trabalhadores bancários um enorme esforço suplementar para compensar todas essas dificuldades. Os trabalhadores bancários têm sido verdadeiros heróis para manter a boa imagem dos bancos junto dos clientes e para conseguirem realizar negócios que mantenham uma boa carteira.

P. Para terminar: como está organizada a vossa atividade para o futuro?
R. Temos um plano anual, que passa pela nossa incondicional disponibilidade para que todos os colegas possam contactar connosco, sempre que tenham necessidade. Isto para além das visitas aos balcões, como é evidente. E promovemos eleições para delegados sindicais, o que cada vez se vai tornando mais difícil, quer porque os balcões têm menos trabalhadores, quer porque o aparecimento de sindicatos paralelos apenas veio promover a divisão na classe, situação de que beneficiam objetivamente as entidades patronais, através da fragilização da força coletiva da unidade dos trabalhadores.

     
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