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Delegação de Braga: Uma gestão colegial, unida e eficaz

Serafim Silva – coordenador –, Cândido Pinto e Carlos Rebelo (efetivos), para além de Gaspar Lira e José Faria (suplentes), são os membros da Comissão Sindical de Delegação de Braga.

Em entrevista à Revista FEBASE sublinharam as virtualidades de uma gestão colegial, em que todas as questões com que os associados os confrontam merecem uma análise conjunta, o mesmo acontecendo com com a própria gestão de todas as matérias que têm a ver com a vida daquela estrutura: “Conseguimos assim, embora à partida possam existir pontos de vista divergentes, consensos que possibilitam uma gestão unida e eficaz, o que tem dado os bons frutos que estão à vista de todos.”

P. No que diz respeito à área sindical, qual o balanço que fazem do ano que agora terminou?
R. O ano findo foi para os bancários extremamente difícil, com problemas mais que muitos. Por isso decidimos logo de início que reforçaríamos, até ao limite das nossas forças, o acompanhamento feito aos associados, a quem dedicámos toda a nossa atenção e toda a nossa atividade. Foi assim que a nossa presença se fez sentir muito intensamente, em particular nos casos do BPN, do Banif, do Barclays e do BCP – este em ainda maior escala, dado ser o que detém um maior número de balcões no distrito e em que a conflitualidade se fez sentir de forma mais aguda.

P. Como é que desenvolveram essa atividade de apoio?
R. De uma forma muito personalizada. Quer nos balcões, quer na delegação – neste caso, quando os colegas pretendiam ter uma conversa mais reservada. Mas, para além da nossa própria presença, recorríamos frequentemente ao apoio do Contencioso do SBN ou a opiniões dos colegas do pelouro da contratação coletiva do sindicato. E quando as situações eram mais gravosas, tínhamos a preocupação de os acompanhar pessoalmente ao Contencioso. É certo que tudo isso foi extremamente trabalhoso, mas também muito gratificante, porque sentíamos que os colegas saíam informados e com a possibilidade de poderem formar em consciência o processo de decisão que melhor se adequasse a cada um dos casos, individualmente. Depois, lá mais para o final do ano, foi o BCP, que começou a pressionar muitos trabalhadores, indo ao ponto de lhes retirar subsídios que eram considerados permanentes e coagindo-os de tal forma que lhes retirava a paz e o sossego necessários ao desempenho das funções. Também nesses casos tivemos de acompanhar muitos colegas ao Contencioso. Por fim, surgiu o caso do BBVA, ao fechar um balcão, o que não deixou de suscitar o nosso apoio aos trabalhadores afetados, até porque o que nos interessa é a defesa da classe bancária em geral, que queremos ver unida e não dividida, em prol dos princípios e dos valores do movimento sindical.

P. A questão do BES, em que medida se repercutiu na vossa atividade?
R. Foi a partir do princípio de agosto que o problema se levantou. Também nesse caso fizemos um acompanhamento exaustivo dos colegas nos balcões, o que chegou, em algumas circunstâncias, a dar-lhes apoio em situações em que eram insultados por clientes e de que resultava uma absoluta carência de apoio moral. Ninguém pode imaginar algumas situações por que esses colegas passaram. É indescritível. Felizmente que essas situações já estão desanuviadas, mas continuamos atentos às dificuldades dos colegas e das instituições.

P. Tem havido mais encerramentos de balcões?
R. Sim, fecharam balcões do BPI e, mais recentemente, do Santander, mas a recolocação dos trabalhadores tem sido pacífica e a contento de cada um, sem que, contudo, tenhamos deixado de estar atentos e de acompanhar as situações. Mas também encerraram alguns do Banif, do BCP e o do BBVA, como já referimos. Claro que tudo isto se traduz numa redução da atividade bancária na área da delegação, ainda que não tenha havido redução do número de associados no SBN.

P. O que mais vos preocupa para o ano que agora começou?
R. O agudizar da situação na banca, na sequência dos problemas que vieram de 2014. Por exemplo: o processo do BCP está em curso e não sabemos ainda qual será nem a sua dimensão nem as respetivas repercussões, ainda que temamos que não esteja a seguir pelos melhores caminhos, até porque a coação que continua a ser feita sobre os trabalhadores pode levá-los a tomar decisões pouco ponderadas; estamos expectantes, as situações já se encontram identificadas e relatadas ao Contencioso. Mas também estamos atentos ao desenrolar dos acontecimentos no Novo Banco. Isto só para citar dois exemplos, porque receamos que 2015 não venha a ser melhor do que o ano anterior. Mas não antecipemos situações. Apenas queremos dar uma garantia aos colegas: podem contar connosco no acompanhamento muito firme dos problemas com que possam vir a ser confrontados.

P. Mudando de assunto: a delegação fez uma festa de Natal que, pelo que constou, superou todas as anteriores
R. Foi mesmo. Esta festa, destinada aos filhos dos associados, tem vindo em crescendo e este ano teve a bonita presença de 247 crianças, sendo que a sala do cinema Braga Shopping – a maior da cidade – registou a presença de 430 pessoas. Todas as crianças receberam uma prenda e no final realizou-se um lanche para crianças e adultos, que contou com 470 presenças. Ora, isto também é fazer sindicalismo, juntando bancários e familiares em harmonia em torno do SBN, situação que foi referenciada pela positiva por todos os presentes. Temos de confessar que sentimos algum orgulho por esta organização, toda ela feita de forma dedicada e empenhada pelos colegas que compõem a delegação.

P. No domínio do lazer, quais as vossas principais realizações?
R. Lamentamos que este ano não tenha sido possível fazer um encontro de reformados, mas está na hora de se organizar um convívio alargado, até porque são importantes para o SBN e porque nos merecem todo o respeito e carinho. Está na hora! Por outro lado, em parceria com as delegações de Valença e de Viana do Castelo, vamos continuar a fazer dois passeios – um maior e outro mais pequeno –, abertos a todos os associados e familiares; estamos neste momento a estudar os respetivos destinos e em fevereiro dá-los-emos a conhecer aos interessados. Também continuaremos a dar a nossa atenção ao Grupo de Cavaquinhos da delegação, que já existe há mais de vinte anos e que se encontra aberto a todos quantos nele queiram integrar-se; o grupo tem colaborado e animado alguns eventos do SBN.

P. E quanto ao desporto
R. Nesse campo, continuaremos a apoiar todas as iniciativas de âmbito nacional que se realizem nesta área sindical.

P. A vossa delegação tem instalações que permitam ser frequentadas pelos associados?
R. Tem, pois. Por exemplo, recebe a presença de reformados que aqui vêm passar algumas horas de convívio, para além de tratarem de assuntos sindicais e de saúde. Aliás, dispomos de um espaço amplo para sócios e familiares, onde podem praticar alguns dos chamados desportos de salão – como jogos de cartas –, além de disporem de acesso livre à internet.

P. Deixámos para último um dos temas mais importantes: o do posto clínico. Qual o balanço que dele fazem nesta altura?
R. Podemos afirmar categoricamente que existe com a pujança que se impõe numa área tão crítica para os bancários, como esta. Nasceu numa altura em que os bancários eram uma classe muito deficitária nesta matéria e agora está demonstrado à evidência que lhes é cada vez mais querido, uma vez que é cada vez mais visitado. Honra seja feita aos seus colaboradores e ao seu corpo clínico, que são de uma dedicação e de uma generosidade difíceis de encontrar no sistema de saúde.

P. Sabemos que o Serafim Silva travou uma luta empenhada pela manutenção do posto
R. É verdade. E demonstrei de forma cabal que não poderia fechar. Repare que anualmente efetua, entre atos de estomatologia e consultas de cardiologia, ginecologia, medicina geral e familiar, ortopedia, pediatria, psiquiatria e enfermagem, 7.500 atos clínicos. Há, portanto, uma clara sustentabilidade e consolidação do posto. Por exemplo: em estomatologia, com quatro clínicos e prestação de serviços de manhã e à tarde, a taxa de ocupação varia entre os 97 e os 103%; em clínica geral é de 90% e em todas as outras é de 70% – número considerado razoável em medicina. Por seu turno, a enfermagem presta todo o tipo de serviços, desde injeções a tratamentos e a medição da tensão arterial e aos níveis da glicose, entre tantos outros, com uma ocupação enorme. Toda esta força e toda esta vontade devem-se à força e ao carinho que recebi dos bancários da área da delegação, que continuam a considerar o posto um bem que não podem perder. E, como complemento destes serviços e das especialidades não existentes, Braga e os concelhos limítrofes primam por um conjunto de protocolos que vão ao encontro das necessidades dos bancários e seus familiares.

     
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