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Je ne suis pas Charlie!...

Eu sou bancário
Eu sou sindicalista
Eu sou pela liberdade.


Era quarta-feira, o mundo acordou sobressaltado. O fundamentalismo tinha atuado e feito mais de uma dezena de vítimas. Foi, desta vez, o fundamentalismo islâmico. Poderia ter sido qualquer outro – católico, judeu

Todo e qualquer fundamentalismo é condenável, seja ele político, religioso, sindical, patronal, ou

Sou bancário e, como tal, tenho conhecido os efeitos do fundamentalismo patronal e político, que tem imposto aos trabalhadores a mais retrógrada situação laboral, comparável ao mais cruel esclavagismo: sem horário de trabalho e com condições de trabalho pouco dignas, ao arrepio constante do contrato coletivo de trabalho legal e livremente subscrito pelas partes.

Sou sindicalista e, como tal, tenho de denunciar as mais graves consequências do fundamentalismo, político e patronal, que, ao arrepio de todo e qualquer bom-senso, retira direitos adquiridos pelos trabalhadores ao longo de mais de um século, sem contrapartidas.

Sou sindicalista e, por isso mesmo, tenho obrigação de denunciar situações criadas pelo patronato e pelo poder político que, com o seu fundamentalismo, têm levado trabalhadores até à morte – suicídio ou morte súbita. Sou sindicalista e, por isso, tenho de denunciar a recente morte de um companheiro quando, no cumprimento do dever de sindicalista, argumentava na defesa de um direito adquirido: José António Neves Assunção, sindicalista da Refer, dirigente do SIOFA.

Sou pela liberdade Pela liberdade partilhada Pela liberdade de crítica Pela liberdade contratual Pela liberdade de análise Pela liberdade que não ofenda Liberdade Liberdade Liberdade Mas uma liberdade que não colida com a liberdade de outrem, que não insulte, uma liberdade de catalogar a liberdade. Por isso, acordemos e lutemos pela liberdade.

Como alerta, aqui vos deixo um poema de José Gomes Ferreira. Acordai


Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz
Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

     
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