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UGT: 36º aniversário

Para comemoração do 36º aniversário, a UGT organizou durante os dias 28 e 29 de outubro, um seminário internacional sobre o tema «O diálogo social pela educação e formação – Estratégias de intervenção e concertação para o desenvolvimento e o emprego». O seminário destinou-se a aprofundar e a defender o diálogo social pela educação e formação como uma questão estratégica para a promoção e para a sustentabilidade do emprego em Portugal.
No decurso dos trabalhos, os convidados sublinharam que importa ultrapassar o que foi considerado como uma fase que tem sido caraterizada pela preocupação maior em enunciar princípios e em promover produção legislativa que não raras vezes tem tido poucas consequências ou mesmo tem sido marcada pela reduzida duração. Assim, foi considerado necessário entrar num ciclo que dê concretização aos compromissos assumidos, para além de que se torna essencial instalar instrumentos e ações de monitorização e de avaliação permanente para a introdução das adaptações que a prática venha revelar necessárias.
Foi considerado, por outro lado, que o estabelecimento dos necessários consensos e compromissos não é tarefa simples e rápida, pelo que se devem respeitar os tempos indispensáveis à sua construção, com vista à mobilização de todos os atores para se atingirem os efeitos pretendidos.
Este seminário registou também intervenções que assinalaram que, apesar do forte investimento realizado em educação e em formação ao longo das últimas décadas, e da alteração significativa de vários indicadores dentro desta área, continuamos com níveis de qualificações médias inferiores às da generalidade dos países da União Europeia. Como assinalou o documento de orientação estratégica aprovado pelo Congresso da UGT em 2013, “o défice de qualificações dos trabalhadores portugueses continua a ser um dos problemas estruturais com que o nosso País se confronta, constituindo um obstáculo não apenas à competitividade das empresas, em que a capacidade técnica continua a ser reduzida e em que o nível médio de qualificações é baixo, mas igualmente a uma modernização do País, a uma melhor adequação às necessidades do mercado de trabalho e a uma efetiva valorização das carreiras profissionais.” Nestas circunstâncias, foi considerado essencial que se proceda a um diagnóstico de necessidades de formação que oriente os alunos e os formandos para as áreas realmente necessárias. É que, como foi sublinhado, não existe uma eficaz orientação vocacional, nem uma adequada articulação entre os vários serviços de orientação vocacional e profissional dos jovens, com vista a um encaminhamento mais eficiente.
Foi reconhecida pelos oradores intervenientes a necessidade de um esforço convergente, no sentido da valorização do ensino profissional, retirando-lhe o estigma que por vezes o associa ao insucesso escolar ou à ausência de impacto em termos salariais ou de desenvolvimento de carreiras.
Por outro lado, os convidados sublinharam que, num tempo que é marcado pela emergência de uma sociedade de competências, é fundamental garantir um esforço consistente, no sentido de uma lógica de formação ao longo de toda a vida, nas mais diversas formas que pode assumir, incluindo a necessidade de antecipar novas competências para o mercado laboral.
Foi também assinalado que é necessário aprofundar a ligação do ensino superior com o mundo empresarial e vice-versa, quer em termos de troca de informação, quer em termos de acompanhamento da investigação, quer ainda a nível do ajustamento das ofertas educativas à evolução do mercado laboral.

     
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