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BES: da vil certeza do crime… à vã esperança da verdade

“A situação de solvabilidade do BES é sólida, tendo sido significativamente reforçada com o recente aumento de capital. O Banco de Portugal tem vindo a adotar um conjunto de ações de supervisão, traduzidas em determinações específicas dirigidas à ESFG e ao BES, para evitar...”

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, em 3 de julho de 2014

“Não estamos a preparar a recapitalização do BES. Nada da informação que temos indica que a recapitalização pública seja necessária.”

Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, em 17 de julho de 2014

“O Banco de Portugal tem sido categórico a afirmar que os portugueses podem confiar no BES, dado que as folgas de capital são mais do que suficientes para cobrir a exposição que o banco tem na parte não financeira, mesmo na situação mais adversa.”

Cavaco Silva, Presidente da República, em 21 de julho de 2014


Disseram eles: o regulador, a CMVM, o Governo, o Presidente da República Provavelmente imbuídos de boas intenções, apesar do conhecimento de quão profundos eram os atos criminosos praticados na gestão do grupo BES, não se inibiram de mais uma vez tentar enganar a “reles populaça” – “afinal, tudo não passava de fumaça, facilmente controlável com a mudança de protagonistas na administração do grupo. Saíam os Santos e ficavam os Espíritos”!
Pura demagogia Afinal o rei ia nu
E a bomba rebentou. Talvez o restilho, há muito ligado, tenha sido finalmente ativado.
Tamanha fraude bancária não podia continuar a ser escamoteada aos olhos e aos ouvidos do povo.
Como disse, o rei ia completamente nu e não dava mais para encobrir.
Todos aqueles responsáveis, sim, porque nenhum está livre de responsabilidades na matéria, por esta ou por outra qualquer ordem de valor, vieram finalmente a terreiro exclamar que o rei ia nu no reino do setor financeiro e assumiram que afinal um dos mais “sólidos” pilares capitalistas em Portugal era um antro de malfeitores, onde tudo era permitido para ludibriar os clientes: lavagem de dinheiro, fraude fiscal, fuga de capitais para paraísos fiscais, criação de empresas fictícias, compadrios entre empresas, etc., etc., etc..
O golpe e a ferida eram tão profundos que alertaram as instâncias internacionais. Havia, por isso, que tomar medidas que calassem a boca ao povo.
Divide-se o banco em “Bom e Mau” Cria-se, com o “Bom”, um Novo Banco, que deve ser capitalizado pelo Fundo de Garantia, e prepara-se a venda com a maior rapidez possível. Mas que fazer do lixo tóxico?
Esta é, sem dúvida, a vil certeza dos factos.
Mas, haverá responsáveis? Conhecidos que sejam – sempre foram –, quais as consequências para os atos (criminosos ou de encobrimento) praticados em todo este processo?
Aqui está a vã esperança da verdade.
Fazemos votos para que não venham a ser os trabalhadores e as suas famílias, afinal instrumentos nas mãos de quem deveria ter mais respeito pelos direitos humanos, a ser os únicos a sofrer pelos desmandos de tamanha corja.
Como diz Eugénio Rosa, “Com estas “ilustres” (in)competências estamos entregues à bicharada... Ainda há dias tudo ia bem, tudo estava acautelado... e tudo ruiu como um baralho de cartas! Chamem a polícia,” e...

Haja Deus

     
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