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Os produtos da colmeia

As abelhas coletam néctar, melada, pólen, água; coletam resinas, que transformam em própolis; produzem o mel, segregam a cera, o veneno e a geleia real. Dão-nos enxames; polinizam.

O MEL

O termo mel tem origem na palavra grega melysa, que significa abelha. Produzido a partir do néctar das flores, que as abelhas sugam com a glossa ou probóscide (língua), o néctar é armazenado no papo melífero das abelhas campeiras, ou forrageiras, que o transportam até à colmeia. Já durante a viagem de retorno começa a transformação do néctar, pela ação das enzimas por elas segregadas.
O mel é um produto natural que varia de cor, de sabor, de aroma e de densidade, a depender da fonte floral de onde foi colhido. O néctar das flores de eucalipto pode produzir méis de coloração escura, como também méis de cor intermediária e ambarina, tantas são as variedades de eucalipto que conhecemos (cerca de quatrocentas espécies). Já o néctar das flores das urzes produz méis de coloração escura; e o néctar da flor do rosmaninho produz méis de coloração muito clara. Não quer dizer que nestes méis, nos quais reconhecemos a origem pelo sabor ou pelo aroma, exista a presença de um único néctar; porém, o néctar predominante carateriza o produto.
A análise polínica dá-nos a radiografia das flores visitadas pelas abelhas, pela contagem dos grãos de pólen encontrados. Se for detetado mais de 50 % de um determinado tipo de pólen, o mel levará o nome da planta que lhe deu origem.
Se a presença de grãos de pólen for bem distribuída, atribuímos ao mel o nome de mel silvestre, também conhecido pelo nome de mil flores, ou multiflora.
Quanto à densidade, depende do ponto de maturação do mel, do clima e até da altitude a que se encontram as espécies vegetais visitadas pelas abelhas.
Como alimento nutritivo, em sais minerais, vitaminas e calorias, um quilo de mel equivale a 4 500 gramas de ervilhas, ou 5 600 gramas de leite puro, ou 50 ovos, ou 25 bananas, ou 40 laranjas.
A cristalização do mel é um fenómeno natural, que ocorre com os mais puros, maduros e não fervidos. Este fenómeno consiste na separação da glucose, com a consequente formação de hidratos de glucose (cristais). Isto acontece por uma variação térmica, quando a temperatura ambiente se fixa abaixo dos 14 º C. O mel cristalizado não perde o valor de nenhuma das propriedades e tão pouco o sabor se modifica, continuando igualmente agradável.
Na Europa e nos Estados Unidos o mel cristalizado é muito apreciado para ser consumido com pão, na forma de creme. O mel é bactericida e cicatrizante. Os povos da Antiguidade usavam- -no para curar certos ferimentos, como abcessos, furúnculos, cortes, etc. A sua ação antibacteriana é devida à presença de pequenas quantidades de peróxido de hidrogénio.
Na sua composição química, o mel apresenta algumas variações, a depender das condições climatéricas e do uso dos diversos tipos de néctar coletados pelas abelhas. O mel contém açúcares nobres, como a glucose, a frutose e outros em quantidades menores, e ácidos como o cítrico, o máltico, o fórmico, o acético, o glucónico e outros em menor quantidade. Proteínas, vitaminas, entre elas a tiamina, a riboflavina, a vitamina K, o ácido nicotínico, o ácido fólico e outros. Encontramos ainda, em pequenas quantidades, a presença de minerais como cálcio, cloro, cobre, iodo, ferro, zinco, sódio, magnésio, manganês, fósforo e potássio.
Atualmente estão já identificados no mel 181 substâncias.

O PÓLEN NA DIETA ALIMENTAR DO HOMEM

Ao longo dos últimos trinta ou quarenta anos, o interesse por uma alimentação natural tem crescido muito. Assim, em alguns países do Primeiro Mundo, estudos realizados sobre o pólen têm enaltecido as propriedades nutritivas e até medicinais, tornando-o objeto de grande demanda.
O pólen contém todas as propriedades curativas e nutritivas da planta de que provém e, como é de procedência multifloral, são incontáveis os benefícios que nos são proporcionados. No pólen encontramos uma percentagem média de 25 % de proteínas, que faz com que ele seja um dos alimentos mais ricos em aminoácidos.
Exerce efeitos muito positivos nas funções digestivas e intestinais e é muito benéfico nas colites, manifestando-se como um extraordinário regulador intestinal, devolve o apetite e combate os estados de debilidade.
Sucintamente, o pólen é um revitalizador do organismo por excelência, sendo muito indicado para recuperar as crianças débeis, pessoas esgotadas, convalescentes e com envelhecimento prematuro; ajuda a combater as neuroses, as depressões, e os estados nervosos; nos trabalhos intelectuais; e infeções da próstata, diabetes, anemias, úlceras (ajuda a cicatrizar as lesões), pessoas de idade avançada, hipertensos, propensos a contrair hemorragias, varizes, hemorroidas, para os enfermos do fígado e dos intestinos, para recuperar a normalidade destes órgãos, para as grávidas e lactentes.
Não se conhecem no pólen quaisquer contra indicações, pelo que o podem tomar todas as pessoas, incluindo os obesos. Se se verificar alguma alergia, deve começar-se por pequenas quantidades, até ser criada a habituação bastante.
A quantidade diária deve rondar uma colher de sopa, que deve ser tomada ao pequeno- almoço, diretamente em grão, ou dissolvido com, leite, chá, iogurte ou sumos.
Os efeitos começam a notar-se logo aos primeiros dias, com a estimulação e a recuperação vigorosa em geral de todo o organismo. O pólen contém 10 a 12% de água, sendo fresco, e 4% depois de seco; 20 a 30% de glúcidos; 5% de lípidos, ácidos gordos não saturados; 20 a 35% de proteínas, a maior parte sob a forma de aminoácidos; 1 a 17% de matérias minerais, resinas, matérias corantes; vitaminas A, B1, B2, C, W; tem a densidade de 0,7.
Para termos uma ideia da riqueza de aminoácidos deste produto, em cem gramas de pólen encontramos a mesma quantidade de aminoácidos essenciais que, por exemplo, em sete ovos ou em meio quilo de carne de rês.
Ou ainda, se tomarmos diariamente trinta gramas de pólen, estão satisfeitas as necessidades médias diárias de aminoácidos, no ser humano adulto.

A GELEIA REAL NA DIETÉTICA HUMANA

A geleia real é um produto segregado pelas glândulas hipofaríngeas das abelhas nutrizes (jovens) cuja missão é a de alimentar todas as larvas da colmeia durante os três primeiros dias de idade, exceto as selecionadas para nascerem rainhas, que serão alimentadas com geleia real durante toda a vida de larva e de inseto.
A diferença e a administração de tão extraordinário alimento faz evoluir a larva da rainha de tal forma que nascerá aos quinze dias, enquanto a larva de obreira nascerá aos 21 dias. Portanto, a rainha nascerá seis dias antes, com um grande desenvolvimento físico e genético. Viverá normalmente segundo o desgaste físico a que está submetida pela atividade na colónia cinco a seis anos, enquanto a abelha obreira só viverá 35 a 45 dias levando uma vida de atividade normal.
É a geleia real que marca a diferença do desenvolvimento e da longevidade do inseto, dotando-o de um sistema reprodutor e da fecundidade de pôr dois mil a três mil ovos por dia (várias vezes superior ao seu próprio peso), enquanto as abelhas procedentes de ovos idênticos nascem com sistema reprodutor atrofiado e estéril.
A geleia real é um pouco mais densa do que o leite, de cor branca amarelada, de consistência gelatinosa e sabor ácido.
As abelhas nutrizes depositam-na nos alvéolos reais em quantidades suficientes que permitam ao apicultor recolhê-la de forma rentável, por um mecanismo de absorção. A boa conservação requer cuidados especiais. Temperaturas de um a cinco graus centígrados mantêm-na inalterável, isto é, mantendo-a dentro de qualquer frigorífico doméstico preservada da luz e do calor.

COMPOSIÇÃO ANALÍTICA

Depois de feitas várias análises, obtiveram-se dados concretos de 12 % de prótidos, grande parte deles em forma de ácidos aminados perfeitamente combinados, entre os quais destacamos alanina, leucina, serina, arginina, isoleucina, treonina, ácido aspártico, lisina, triptofano, ácido glutâmico, fenilanina, tirosina, cistina, prolina, valina, glicina/glicocol.
Contém em si mesmo 14,5 % de glúcidos, 5,4 % de lípidos e o suficiente quadro de vitaminas expressas em microgramas por grama: vitamina B1 (tianina ou aneurina), 4 microgramas/grama; vitamina B2 (rivaflabina), 13,5; nicotinamida, 220; ácido pantoténico, 83; vitamina B6 (piridosina), 6; vitamina B8 (blotina ou vitamina H), 3; vitamina B9 (Ácido fólico), 0,35.
Pequenas percentagens de vitamina B7, vitamina B12 (cobalamina), vitamina A, vitamina C, vitamina D, vitamina E.
Destacam-se também o potássio, cálcio, fósforo, cobre, silício e ferro. Contém, ainda, um fator antibiótico particularmente ativo contra proteus e colibacilos e outras substâncias até agora indeterminadas, mas a que se atribui grande importância.

PROPRIEDADES DA GELEIA REAL NA DIETÉTICA HUMANA

Os drs. N. A. Troizky, A. A. Nisov, e V. F. Loupatchev do Instituto Médico de Riazan afirmam que “A geleia real atua como estimulante do organismo humano, melhora o estado geral, aumenta a capacidade física e intelectual, proporciona um estado de otimismo e alegria de viver, exerce ação de rejuvenescimento, melhora a vista e a memória das pessoas de idade avançada e atua favoravelmente sobre a arteriosclerose, a angina de peito, as úlceras, a anemia, os estados depressivos e a astenia.”
Os professores Malasi e Grandl e o doutor Guedo Izar, catedrático da faculdade de medicina da Universidade de Siena (Itália) usaram geleia real em doentes de úlceras duodenais, com notáveis êxitos.
Descobriram também que esta retarda e impede os processos de envelhecimento das células, provocando ação rejuvenescedora.
Também na Alemanha, o doutor R. Marechal provou que a geleia real é útil para combater o deterioramento das células e o envelhecimento.
Por último, transcrevemos as palavras do Dr. Gordon Towsend, do Ministério da Saúde de Otava (Canadá), relacionadas com as suas investigações sobre a cura do cancro: “A presente informação parece ser a primeira inequívoca demonstração da existência de uma atividade antitumoral na geleia real. Os resultados foram confirmados repetidamente em mil ratos durante um período de dois anos e mostraram um efeito surpreendente.”

INDICAÇÕES DA GELEIA REAL

Por conter um fator de crescimento muito potente, a geleia real está especialmente indicada para crianças atrasadas, para prematuros e para pessoas de idade avançada, a quem devolve o vigor e a alegria de viver.
Aos estudantes, a quem reforça a memória e a capacidade intelectual; aos diabéticos, a quem baixa o açúcar no sangue; em casos de transtornos cardiovasculares, de astenia, de frigidez e de impotência sexual, em estados pós-operatórios, anémicos e em situações de grande esforço físico e mental.
Contra a gripe epidémica recomenda-se a tomada de seiscentos a novecentos miligramas de geleia real por via sublingual, todas as manhãs, em jejum durante seis semanas. Repetir preventivamente no começo de cada trimestre.
Em geral, a todas as pessoas que desejam lograr maior resistência às doenças, ao cansaço e à fadiga.

     
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