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Desemprego permanece em níveis insustentáveis

Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para o agravamento dos níveis de desemprego no ano de 2013, contrariando posições sobre a evolução do mercado de trabalho que têm vindo a ser avançadas, nomeadamente por parte do Governo, e que a UGT sempre considerou pouco realistas.
A UGT sempre referiu que tal discurso era desadequado face a outros indicadores disponíveis e às reais dificuldades que continuamente são impostas e diariamente são vividas pelos trabalhadores e desempregados. Os dados do INE confirmam as nossas preocupações.
A UGT deve desde logo realçar que o Governo continua a não dar respostas a um problema social muito grave – o desemprego de longa duração. Com efeito, no final do ano eram 525 mil os desempregados há mais de um ano, representando já 63% do desemprego total. A situação é ainda mais gravosa se tivermos em conta que a maioria destes não recebe qualquer prestação de desemprego.
Por outro lado, apesar da emigração de muitos dos nossos jovens e do reforço de algumas medidas de emprego no âmbito do Impulso Jovem e mais recentemente da Garantia-Jovem (como os estágios profissionais), a taxa de desemprego dos jovens manteve-se em níveis demasiado elevados (37.7% em termos anuais e 35.7% no 4º trimestre do ano).
As condições de trabalho continuam a agravar- se, num País que na União Europeia se tem vindo a destacar pelos elevados níveis de precariedade laboral, onde continuamos a assistir ao aumento do peso da contratação a termo em detrimento da contratação permanente, ao recurso a situações de falso trabalho independente ou ainda à descida dos salários médios oferecidos.
A população ativa registou em 2013 uma quebra de 1.9%, ou seja, menos 105,4 mil pessoas, devida a uma possível antecipação de entrada em situação de reforma por parte dos trabalhadores mais idosos bem como a uma maior desmotivação das pessoas, e elevada saída de jovens trabalhadores para o estrangeiro, o que não decorrendo de verdadeiras escolhas dos cidadão que sentem a necessidade de procurar noutro país o que não encontram em Portugal, acaba por aliviar as pressões em termos de desemprego.
Os dados agora divulgados pelo INE vêm, por conseguinte, confirmar a persistência de uma situação muito grave do desemprego e dos desempregados em Portugal, para a qual as respostas do Governo têm sido manifestamente insuficientes.
A UGT não compreende que perante resultados melhores que os previstos, nomeadamente no crescimento económico, na execução orçamental de 2013 e na aparente retoma da confiança empresarial para investimento, o Governo persista em não aproveitar as margens e as folgas orçamentais existentes para atenuar o rumo de uma política que soma austeridade a austeridade, o que tem tido enormes custos económicos e sociais para os cidadãos e para o País.

     
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