Pesquisa

ok
Home»Nortada»Nortada Detalhe
 
Crescimento económico e redução do desemprego, os desafios que a Europa enfrenta

Crescimento económico e redução do desemprego, os desafios que a Europa enfrenta - disse Carlos Silva em Washington



“O crescimento económico e a redução do desemprego são hoje os grandes desafios que a Europa enfrenta” – disse no passado dia 6 de março em Washington Carlos Silva, secretário-geral da UGT, numa cimeira que juntou representantes da Confederação Sindical Internacional (CSI) e do FMI para um debate sobre a aplicação das medidas de austeridade nos países europeus e também noutros países da América do Sul, da África e da Ásia. Num encontro com Olivier Blanchard, conselheiro económico do FMI, Carlos Silva apresentou a visão da central sindical sobre os efeitos das políticas económicas impostas a Portugal no quadro da assistência financeira internacional.
O secretário-geral da UGT sublinhou que no nosso país a situação económica e social é hoje muito preocupante: “Todos os dados disponíveis demonstram que a recuperação económica será muito mais lenta que o esperado e tudo indica que, caso não exista uma mudança de políticas, sofra ainda um agravamento. O desemprego e a pobreza mantêm-se em níveis dramáticos e sem precedentes, o que gera nos portugueses um sentimento de desconfiança e de insegurança face ao futuro.”
Por outro lado, denunciou que as reformas estruturais e a redução do défice público e do desequilíbrio das contas externas têm sido feitas com base no aumento do desemprego e na redução significativa dos salários e das pensões: “Os números são prova disso. Desde 2010, o desemprego passou de 10,8% para 16,3% em 2013 e a dívida pública aumentou de 94,4% do PIB para 129,4% em 2013.”
Carlos Silva adiantou que estes valores confirmam que hoje a dívida pública portuguesa é a terceira mais elevada de toda a União Europeia: “E no desemprego, Portugal é o quinto mais alto da Europa. Nos últimos dois anos saíram de Portugal 220 mil pessoas, na maioria trabalhadores altamente qualificados, que não saem por escolha própria, mas sim empurrados, à procura noutros países de alternativas de trabalho e de vida que não encontram em Portugal.”
Rematou este raciocínio, salientando não compreender “a obstinação e a insensibilidade sociais na manutenção de uma ditadura de austeridade que tem enormes custos económicos e sociais para os cidadãos e para o país”.
Mais à frente, referiu que a central nunca esqueceu e sempre respeitou o espírito do compromisso celebrado em 2012: “Não podemos contudo esquecer o facto de durante dois anos este compromisso não ser cumprido por parte do Governo, que deu prioridades a matérias que penalizaram os trabalhadores em detrimento de outras que a UGT sempre considerou mais importantes.”
Carlos Silva terminou, sublinhando que para a UGT é necessária uma mudança imediata de políticas que promovam a articulação entre a dimensão económica e monetária e a social, respondendo às necessidades de crescimento e de emprego: “Dois anos e meio de intervenção externa servem para afirmar que é urgente uma mudança de políticas para que os erros aplicados a Portugal não sejam repetidos e para que não ocorram noutros países no quadro da União Europeia.”

     
   Imprimir        Voltar        Topo
Copyright © 2007 SBN