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Comissão Permanente analisou atividade do SBN de 2013…

A Comissão Permanente, reunida no passado dia 27 de março, aprovou, com apenas cinco votos contra e uma abstenção o Relatório e Contas apresentado pela Direção, e com apenas quatro contra e duas abstenções, o Parecer do Conselho Fiscalizador de Contas. Por outro lado, com apenas uma abstenção, aprovou a proposta da Direção que visa, em articulação com o Conselho de Gerência do SAMS e com a Comissão Sindical de Reformados, transferir as instalações dos espaços do posto clínico de Cândido dos Reis e das instalações da CSR do rés-do-chão para o 1º andar do nº 100. No último ponto da ordem de trabalhos, a Comissão Permanente aprovou com apenas um voto contra uma proposta de alteração ao artigo 9º do Regime Geral dos SAMS dos sindicatos verticais, que passa a ter a seguinte redação: “Os beneficiários referidos nas alíneas a) e b) do nº 1 do artº 3º que sejam ou possam ser beneficiários titulares de outros subsistemas, associação ou similar que persigam os mesmos fins, terão apenas direito à atribuição de benefícios em regime de complementaridade."


A reunião começou com uma intervenção do presidente da Direção, Mário Mourão, centrada em três pontos fulcrais: a dívida da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), a negociação do ACT do setor bancário e o dossiê sobre o sindicato único. Mourão principiou por referir que o SBN intentou uma ação contra o Estado português relativamente à dívida que a ACSS mantém para com o SAMS, o que não impede de, se houver vontade de a outra parte resolver a situação por via de um entendimento, o sindicato não esteja aberto à negociação. Relativamente ao ACT, recordou que estão pendentes matérias essenciais, como a dos automatismos, que a entidade patronal insiste em não negociar, o que provocou a suspensão das conversações. Mas considerou que chegou agora o momento de voltar à mesa das negociações, pelo que já foi realizada uma reunião. No que diz respeito ao dossiê do sindicato único do sector financeiro, conglomerando os atuais três verticais dos bancários e os dois dos seguros – configurando, no fundo, o que é hoje a Febase, federação que foi criada no sentido de uma aproximação ao sindicato Comissão Permanente analisou atividade do SBN de 2013… A Comissão Permanente, reunida no passado dia 27 de março, aprovou, com apenas cinco votos contra e uma abstenção o Relatório e Contas apresentado pela Direção, e com apenas quatro contra e duas abstenções, o Parecer do Conselho Fiscalizador de Contas. Por outro lado, com apenas uma abstenção, aprovou a proposta da Direção que visa, em articulação com o Conselho de Gerência do SAMS e com a Comissão Sindical de Reformados, transferir as instalações dos espaços do posto clínico de Cândido dos Reis e das instalações da CSR do rés-do-chão para o 1º andar do nº 100. No último ponto da ordem de trabalhos, a Comissão Permanente aprovou com apenas um voto contra uma proposta de alteração ao artigo 9º do Regime Geral dos SAMS dos sindicatos verticais, que passa a ter a seguinte redação: “Os beneficiários referidos nas alíneas a) e b) do nº 1 do artº 3º que sejam ou possam ser beneficiários titulares de outros subsistemas, associação ou similar que persigam os mesmos fins, terão apenas direito à atribuição de benefícios em regime de complementaridade.” único –, Mário Mourão assinalou que essa é a vontade da grande maioria dos bancários. Nesse sentido, foi já criada uma comissão para a criação de uma primeira proposta de estatutos, que constitui um primeiro passo de um caminho complexo, mas que já iniciou o seu percurso: “Este não é um projeto de nenhuma tendência, mas é um projeto de todos. E quanto ao SBN só será possível depois de ser realizada uma assembleia-geral.”


ACT DO SETOR BANCÁRIO

O clima de austeridade que continua a vigorar em Portugal, resultante das medidas de ajustamento da economia impostas pelo programa de ajuda externa, foi mais um argumento utilizado pelo Grupo Negociador das Instituições de Crédito, subscritoras da resposta à proposta apresentada pela Febase em 2012, como fator condicionante das negociações em curso desde há cerca de um ano e meio. É neste contexto, hostil aos trabalhadores, que em 2013 decorreram as negociações do ACT do setor bancário. Sendo este setor um dos principais responsáveis pela crise mundial, pretendeu agora fazer-se valer da situação criada para alterar profundamente a convenção coletiva, fazendo uma limpeza nos direitos conseguidos pelos trabalhadores ao longo de décadas. As instituições de crédito (IC) encontraram no clima de desregulamentação das relações laborais que assola o país um terreno fértil para tentarem concretizar o que há muito vêm reclamando: um ACT de bases mínimas, que permita fazer à sua vontade a gestão de recursos humanos. Depois de um longo processo, em que os negociadores da Febase apresentaram todos os argumentos em defesa das suas posições – nomeadamente o facto de, apesar da situação de crise do país, a banca nacional ter conseguido resistir e, em alguns casos, apresentar até sinais de recuperação, para o que muito contribuíram o esforço e a dedicação dos trabalhadores –, o comportamento dos representantes da banca foi de total irredutibilidade, inviabilizando qualquer hipótese de acordo. Os bancários viram-se, assim, privados, tal como muitos outros, da atualização das remunerações, o que acontece pelo terceiro ano consecutivo. Até ao final de 2013, o processo negocial registou alguma evolução, tendo sido possível um entendimento em matérias que, sendo importantes do ponto de vista das garantias, não são, contudo, determinantes ou inovadoras relativamente às que constam quer da proposta das IC, quer das apresentadas pela Febase. Assim, continuam em aberto todas as matérias que se prendem, nomeadamente, com carreiras e categorias profissionais, mobilidade, diuturnidades, prémio de antiguidade, SAMS e aumentos salariais, bem como as resultantes das normas constantes do Código do Trabalho. Apesar das inúmeras reuniões efectuadas, não foi ainda possível chegar a um entendimento global que permita alguma tranquilidade face às expetativas dos sindicatos. Face a este cenário, 2014 será um ano decisivo para o futuro das negociações de trabalho no setor.


ACT DO BCP ADAPTADO AO CÓDIGO DO TRABALHO

Após várias insistências promovidas junto da administração do BCP, foram encetadas as negociações que possibilitaram a publicação do acordo, adaptado às normas do Código do Trabalho, no que se refere aos unidos de facto, dos mesmos direitos contratuais dos restantes trabalhadores, desde que cumpram os requisitos previstos no acordo. O disposto aplica-se às situações de união de facto cujo prazo de dois anos se inicie a partir da data de entrega da declaração à instituição, sob compromisso de honra dos dois unidos. Relativamente às situações de união de facto existentes à data da publicação do acordo, o prazo será contado desde o início dessas situações se, nos 180 dias a contar da data, for entregue a declaração, contendo ainda a indicação da data do início da união de facto. O acordo contemplou ainda a adaptação do texto do ACT no que diz respeito ao plano complementar de reformas, transformando-o num plano com direito a portabilidade. Refira-se que o banco, no uso dos poderes decorrentes do Contrato Constitutivo do Fundo de Pensões do Grupo Banco Comercial Português, podia proceder às alterações do fundo sem necessidade de negociar com os sindicatos, passando este, por força das alterações, a fazer parte integrante do ACT do grupo BCP. PARVALOREM Para a gestão dos ativos não integrados na operação de venda do BPN ao BIC foi criada, entre outras, a Parvalorem. Nesta nova empresa pública foram colocados cerca de 380 trabalhadores, abrangidos pelo ACT do setor bancário à data da transferência. Neste quadro, a Febase, em nome dos seus sindicatos, apresentou uma proposta de Acordo de Empresa (AE) que tem por base o ACT em vigor e que estabelece as garantias adequadas que as circunstâncias permitem. As negociações iniciaram-se em janeiro, tendo decorrido dentro de um grande espírito de cooperação por parte da administração, aguardando-se pela solução que vier a ser encontrada para algumas matérias em sede de revisão do ACT do setor. Os trabalhadores da Parvalorem foram compulsivamente integrados no regime geral da Segurança Social e o seu fundo de pensões transferido para a Caixa Geral de Aposentações – tudo isto sem qualquer negociação com os sindicatos. Em virtude desta situação, viram o vencimento reduzido em 8%, por força do aumento da contribuição para a Segurança Social. Apesar de várias insistências por parte de Febase, a posição da empresa vai no sentido de não contemplar a pretensão dos trabalhadores, que pretendiam ser compensados pela redução da retribuição, pelo que a federação recorreu aos tribunais. Relativamente ao fundo de pensões, face à ambiguidade do decreto- -lei que o transferiu para a Caixa Geral de Aposentações, foram solicitados esclarecimentos às várias entidades oficiais, sem qualquer efeito, já que todas argumentam não serem responsáveis pela decisão. São os casos, concretamente, da instituição gestora do fundo de pensões, do Instituto de Seguros de Portugal e da própria administração da Parvalorem, esta última alegando que a transferência se verificou ainda na vigência do BPN. Face a esta situação, foi pedida uma reunião à administração da CGA, pretendendo saber, nomeadamente, como será feita a contagem do tempo de serviço para efeitos de reforma, reunião que se espera para breve.


BIC/BPN

Face ao processo de despedimento coletivo seletivo que ocorreu no BIC, envolvendo cerca de uma centena de trabalhadores, o SBN pôs à disposição dos associados os serviços jurídicos. Os sócios foram contactados pelos serviços do sindicato, que prestou informação sobre as diligências necessárias à impugnação do despedimento coletivo. Algumas ações foram interpostas, estando os processos ainda a decorrer.


SUBSÍDIO DE FÉRIAS E DE NATAL

O SBN defendeu, na UGT, que estes subsídios deveriam ser pagos nos meses previstos nos IRCT, ou seja, o de férias em janeiro para a generalidade dos trabalhadores – em abril para os restantes – e o de Natal juntamente com o vencimento de novembro. As exceções teriam lugar apenas a pedido dos trabalhadores. A posição do SBN vingou e a banca cumpriu as datas habituais.


CGD

Estando os trabalhadores do grupo CGD entre os diretamente afetados pela aplicação da Lei do Orçamento do Estado para 2013, o SBN defendeu, em reunião com a administração da Caixa, que as disposições do OE deviam ser acompanhadas de soluções compensatórias relativas aos cortes anteriores, de forma a evitar uma dupla penalização. A administração comprometeu-se a adotar um mecanismo de reversão do impacto que as medidas de redução aplicadas em 2011 tiveram em cada trabalhador, o que veio a suceder. Após a publicação do decreto 133 de 2013, que determina que o valor do subsídio de refeição nas empresas ligadas ao Estado seja igual ao da administração pública, o sindicato, em reunião com a administração, manifestou preocupação com esta questão, penalizadora para os trabalhadores. Manifestou, ainda, inquietação sobre outras normas legais em discussão pública e que em seu entender não podem ter qualquer impacto nos trabalhadores da instituição, abrangidos por um acordo livremente negociado. A CGD é uma instituição financeira inserida num mercado extremamente concorrencial, que necessita de manter os trabalhadores motivados, pelo que devem ser tratados como os restantes bancários em Portugal. Foi garantido que a reestruturação em curso da CGD estava a ser efetuada com recurso a reformas antecipadas e à mobilidade interna dos trabalhadores, tendo sido admitido não ser necessário recorrer a outros meios para atingir os objetivos a que se propôs.


EXTINÇÃO DO ACT NO IFAP

Face à publicação do decreto-lei 19, de 6 de fevereiro de 2013, o SBN, em conjunto com os sindicatos da Febase, requereu ao Presidente da República, ao Procurador-Geral da República, ao Provedor de Justiça e aos grupos parlamentares o desencadear do processo de fiscalização sucessiva da constitucionalidade do diploma, invocando, nomeadamente, a violação dos princípios constitucionais da contratação colectiva, da igualdade, da tutela da confiança e do não retrocesso social. Este pedido veio na sequência do trabalho desenvolvido junto das autoridades responsáveis pela condução do processo legislativo referente à integração plena dos trabalhadores do IFAP e das DRAP – oriundos do ex-IFADAP – nas carreiras da administração pública, com o consequente estatuto remuneratório e posterior integração, por força da publicação do decreto-lei 30 de 2013, no Regime Geral da Segurança Social e do fundo de pensões na Caixa Geral de Aposentações. Simultaneamente, e atendendo ao prejuízo relevante e irreparável, foram intentadas duas providências cautelares – uma no Supremo Tribunal Administrativo e outra no Tribunal do Trabalho –, requerendo, respetivamente, a suspensão da eficácia do ato de derrogação do ACT do setor bancário inscrito no artigo 9º do diploma, bem como o reconhecimento, por parte do IFAP, da manutenção do ACT, independentemente da entrada em vigor do decreto-lei. Foi apresentada ainda, à UGT, uma queixa referente à violação, pelo Governo português, do direito à contratação coletiva, para ser veiculada à Organização Internacional do Trabalho.


BARCLAYS

Em reunião com o Comité da Direção Ibérica do Barclays, a Febase tomou conhecimento da pretensão do banco de rescindir o contrato com cerca de 350 trabalhadores e de encerrar uma centena de balcões. Ficou acordado que os responsáveis manteriam os sindicatos devidamente informados sobre o modelo de rescisão a adotar, bem como dos balcões que se propunha encerrar. O sindicato pôs à disposição dos associados os serviços jurídicos, que acompanharam os trabalhadores que se lhe dirigiram, nomeadamente na procura de aconselhamento e na análise da legalidade das propostas que lhes foram apresentadas.


BANIF

O processo de reestruturação do banco e o incumprimento do ACT em diversas áreas – nomeadamente no que se refere às promoções por antiguidade e por mérito, aos prémios de antiguidade, ao crédito à habitação e à base de incidência da contribuição nas pensões dos reformados para o SAMS – foram algumas das preocupações com que o sindicato se debateu durante o ano de 2013 no Banif. No que concerne à reestruturação – processo iniciado em 2012, com o encerramento de 27 balcões e com um elevado número de rescisões de contrato por mútuo acordo –, o banco afirmou pretender que esta continue de forma tranquila, tendo a preocupação de salvaguardar o maior número possível de postos de trabalho.


DECLARADA INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS DO OE

Ao fim de alguns meses de espera, surgiu a tão aguardada decisão do Tribunal Constitucional aos pedidos de fiscalização de algumas normas do Orçamento do Estado para 2013. No que aos bancários diz respeito, o tribunal declarou inconstitucionais as normas que visavam suspender o pagamento de subsídios de férias aos trabalhadores no ativo e do 14º mês ou equivalente, de aposentados e reformados, todos da Caixa Geral de Depósitos, do Banco de Portugal e dos institutos públicos, nomeadamente do IFAP, pelo que nada mais justifica o não pagamento imediato daquelas verbas, suspensas no cumprimento do estipulado na Lei do Orçamento do Estado. Do mesmo modo, também os reformados bancários cuja pensão é,em parte, suportada pela Segurança Social ou pela Caixa Geral de Aposentações, receberão o subsídio de férias nos termos habituais, tal como expresso nos respetivos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho. Estão neste caso os reformados de instituições como o Santander Totta, o ex-BNU, a CGD, o BdP, o IFAP, o Banif e outros.


BCP: PLANO DE REESTRUTURAÇÃO

Numa reunião com a administração do BCP realizada em outubro, os sindicatos foram confrontados com uma proposta resultante do acordo firmado entre o banco, a DGComp e o Estado português, com o objectivo de promover a recapitalização da instituição. O acordo tripartido impõe para os próximos quatro anos uma redução de custos com o pessoal de cerca de 160 milhões de euros e do quadro de efetivos para 7.500 trabalhadores. Caso não o conseguisse pela via do diálogo, ameaçava recorrer ao despedimento coletivo de cerca de 1.800 trabalhadores, com base nas regras do Código do Trabalho. Sendo possível um acordo com os sindicatos naqueles parâmetros, a redução do número de trabalhadores far-se-ia em cerca de 1.100, concretizada através de reformas antecipadas e de rescisões amigáveis de contrato. Os sindicatos disponibilizaram-se para negociar, com o objetivo de encontrar uma solução que permitisse garantir da melhor forma os direitos dos trabalhadores – sobretudo à retribuição –, bem como encontrar uma plataforma de acordo capaz de salvaguardar pelo menos quatro centenas de postos de trabalho em risco, permitindo ao banco, simultaneamente, cumprir as obrigações inerentes ao plano de recapitalização. Por outro lado, os sindicatos pretenderam também participar na procura de soluções que viabilizassem a possibilidade de os trabalhadores serem posteriormente ressarcidos dos valores retidos por via do ajustamento salarial. Outra das preocupações dos sindicatos foi conseguir condições sociais e financeiras mais vantajosas para os trabalhadores que voluntariamente abandonem o banco através de rescisões de contrato por mútuo acordo ou por reformas antecipadas. Em 31 de dezembro foi assinado o Memorando de Entendimento – Formalização dos Princípios Negociais Acordados com os Sindicatos para a Revisão do ACT do Millenium BCP, já amplamente divulgado.


DINAMIZAÇÃO SINDICAL E SINDICALIZAÇÃO

No ano transato foram efetuadas reuniões com a estrutura sindical, em especial sobre a tabela salarial e a revisão dos ACT e dos AE, bem como sobre a instabilidade no setor bancário. O pelouro da Estrutura Sindical, com o apoio das comissões sindicais de delegação e de empresa, efetuou visitas aos balcões de todas as instituições de crédito. Foi dada especial atenção ao sindicalismo de proximidade junto dos sócios do Banif, do MillenniumBCP, do Barclays Bank e Plc. Foram eleitos vários delegados sindicais e o pelouro esteve presente em diversas reuniões promovidas pelas estruturas representativas dos trabalhadores das instituições de crédito e pelos outros dois sindicatos verticais do setor. Foram efetuadas várias reuniões, nas delegações, sobre o Memorando de Entendimento do MBCP. Foram cumpridas inúmeras diligências escritas e pessoais, tendo em conta o combate ao trabalho suplementar não remunerado e o regulamento de higiene e segurança no trabalho.


INFORMAÇÃO

O pelouro tem desenvolvido, de forma concertada e estratégica, uma dinâmica de informação que passa pela, sempre que possível, renovação das matérias constantes no portal, tendo sempre em atenção que a linguagem em meio digital é necessariamente diferente daquela que é plasmada em papel. Desta forma, através dos comunicados produzidos, dos conteúdos regularmente publicados no portal do SBN e nas revistas Nortada e Febase, os nossos associados puderam ter acesso ao que se passou de mais relevante em torno do sindicato. Foram elaborados suportes informativos para os mais variados eventos realizados sob a égide do SBN, nomeadamente no que diz respeito à cultura, ao desporto e aos tempos livres.


INFORMÁTICA

A informática é uma área que tem suscitado a maior atenção por parte da Direção, vindo a dotar os serviços de todos os meios necessários ao rápido e eficaz desempenho das tarefas, como se impõe a uma instituição sobre a qual recaem tantas expetativas por parte dos associados. Com a aproximação da fase de conclusão da migração das aplicações informáticas desenvolvidas internamente para a plataforma Oracle, abre-se um novo ciclo com vista à consolidação das potencialidades daquelas ferramentas. No que concerne ao software, foi conseguido um equilíbrio, tão harmonioso quanto possível, entre as necessidades inventariadas e as disponibilidades financeiras atribuídas ao pelouro.


RECURSOS HUMANOS

No âmbito da melhoria das condições de trabalho dos funcionários do SBN, foram realizadas obras de aperfeiçoamento das instalações afetas a alguns departamentos administrativos existentes no edifício de S. Brás. Igualmente neste capítulo, refira-se o evoluir da negociação encetada com vista à implementação do acordo de empresa que regulará a relação laboral dos trabalhadores do SBN. No âmbito do processo de reestruturação dos postos clínicos do SAMS, foram concretizados alguns encerramentos, tendo a Direção, em diálogo permanente com os trabalhadores afetados, promovido a salvaguarda dos postos de trabalho.


TEMPOS LIVRES E LAZER

Foi dada continuidade ao processo de redimensionamento dos contratos celebrados, com o objetivo de reduzir os gastos. Paralelamente, foi aumentado o recurso à contratação em regime de concessão de allotments. Foi continuado a oferecer um razoável leque de escolhas no que às Grandes Viagens diz respeito.


RECREATIVO, CULTURAL E EVENTOS

Foram realizados alguns eventos, dirigidos a associados e familiares, nos quais participaram centenas de pessoas, tendo-se verificado salutar convívio e franca confraternização. Assim, saliente-se o sarau de danças de salão, o festival Meo Marés Vivas, a colónia de férias Diverlanhoso, a festa de Carnaval, o magusto de S. Martinho e o circo de Natal. Durante o ano de 2013 foi dada continuidade ao apoio na publicação de obras literárias de sócios e estabelecidos variadíssimos protocolos culturais – tais como com o Abraço Lusitano, Uma Noite em Casa de Amália, Três num Baloiço, O Melhor de La Féria e Encontros Luso-Brasileiros de Flauta. Foi continuado a apoiar e a dinamizar os diversos agrupamentos existentes, como sejam o Núcleo de Fotografia, a Escola de Pintura, o Ioga, a Escola de Danças de Salão, os pares de competição de danças de salão e o Grupo de Teatro Infantil, que têm representado o SBN no exterior, sendo desta forma mais um meio de divulgação da instituição junto dos associados e de toda a sociedade. Foram promovidos alguns workshops – massagem facial, scrapbooking e iniciação ao tear de pregos – em diferentes horários, de modo a abranger também associados no ativo. Foi mantida a parceria com a Porto Editora, o que permitiu a sócios com filhos ou netos em idade escolar, inscritos nos anos letivos do 1º ao 12º, a compra de manuais escolares a preços mais acessíveis e com facilidades de pagamento – sem cobrança de quaisquer despesas de fracionamento. Em 2013, pela primeira vez, foi aberta uma linha de crédito a sócios para apoio a despesas no ensino superior.


DESPORTO

Seguindo uma política de ação lúdica e desportiva, o pelouro continuou a dar enfoque às modalidades já existentes, com a realização dos respetivos campeonatos e torneios regionais, aos quais se seguiram as finais nacionais organizadas conjuntamente com o SBSI e com o SBC. Para além destas modalidades, foi dado especial destaque a outras iniciativas nas áreas da competição e do lazer – ténis de mesa, caminhadas, montaria… Durante o ano de 2013, os representantes do SBN participaram em catorze finais nacionais, no âmbito da Febase, nas modalidade de bowling, futsal, golfe, karting, king, pesca de alto mar, pesca de mar, pesca de rio, surfcasting, snooker, squash, ténis de campo, tiro aos pratos e xadrez.


AUSTERIDADE NO PAÍS AFETOU O SAMS

Apesar de alguns sinais positivos vindos do setor financeiro nacional e internacional, a evolução relativamente aos sindicatos e seus SAMS foi, paradoxalmente, no sentido inverso. De facto, a adoção de programas de austeridade por parte das instituições de crédito, que incluem, em alguns casos, reduções drásticas dos quadros de pessoal, teve efeitos imediatos nas contribuições. Entretanto, e simultaneamente, manteve-se inalterada a tabela salarial, situação que se verifica já desde 2010, fator igualmente penalizador, no plano financeiro, para a instituição. Por outro lado, os custos com a saúde continuam a crescer de um modo exponencial, tendo aumentado, em Portugal, 6.000% entre 1970 e 2011, pressionados pelo forte envelhecimento da população, fator determinante para a prevalência das doenças da civilização – diabetes, cancro, cardiorrespiratórias… Regista-se, igualmente, o impasse relativamente à dívida do Ministério da Saúde, que ronda os 45 milhões de euros, sendo que a dívida líquida se situa nos 27 milhões, situação que tende a agravar-se sem que se vislumbre resolução, considerando o reiterado silêncio e desrespeito por parte do Ministério. Importa salientar, contudo, que, pese embora os constrangimentos assinalados e graças a uma gestão de rigor, ao controlo de custos e à otimização de recursos e de processos, foi possível manter durante 2013 – e em alguns casos alargar – o nível dos serviços prestados. Por razões sociológicas, o número de companheiras inscritas neste exercício supera o registado em 2012, mantendo-se portanto a tendência de evolução crescente desta tipologia de beneficiário. Ainda assim, verifica-se que o resultado da adição do número de inscrições de cônjuges com o de companheiras mantém a tendência de decréscimo verificada nos últimos anos. Decorrente do envelhecimento da população beneficiária, importa igualmente sublinhar o incremento do número de pensionistas. Por outro lado, constata-se que as consultas de medicina geral e familiar, cardiologia, ginecologia e obstetrícia, oftalmologia e ortopedia representam, conjuntamente, 57,96% do total. Como é hábito, a especialidade de medicina geral e familiar continua a ser a mais procurada pelos beneficiários, com um peso de 24,58% no geral.


LOJA DE ÓTICA AUMENTA FATURAÇÃO

Depois de em 2012 ter sido transferida a loja de S. Brás para um novo espaço – existente no mesmo edifício –, com projeção para o exterior, constata-se que os propósitos de crescimento começam a ser atingidos. Em 2013 foi alcançado um volume de negócios muito próximo de um milhão de euros, com a loja do Porto a crescer 12,72%. Este objetivo de crescimento do volume de negócios revela-se prioritário, uma vez que será através dele que serão usufruídos maiores descontos financeiros por parte dos fornecedores e, consequentemente, praticados preços ainda mais baixos. Em acréscimo, e em resposta às necessidades dos sócios, foi alargado o horário de funcionamento da loja do Porto para o sábado – das 9 às 12h30. Foi mantida a política de comercialização de produtos de elevada qualidade a preços sociais.

     
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