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Insanidade orçamental

Eis aprovado o Orçamento!
Um monstro como o povo nunca viu!
O aborto mais obsceno e desumano
Que o Parlamento alguma vez pariu!

Sinistro fruto dum amor mantido
Entre o Governo e o grande capital.
Puro veneno que nos é servido
Como se serve a água natural.

Num conúbio indecente com a Tróica,
Um Poder vampírico e sem normas,
Suga tudo o que pode e o que não pode
Das pensões, do trabalho e das reformas.

Neste lúgubre toque de finados,
Faltava organizar mais um “velório”;
Viram, então, no Estado Social
Nada mais que outro bode expiatório.

A justiça, a saúde e a educação,
Passam a privilégios só devidos
Àqueles que “merecem” pertencer
A um pequeno lote de escolhidos.

É preciso que as classes dominantes
Mantenham confortáveis posições,
Nem que tal estatuto se consiga
À custa da miséria de milhões.

Ó ideais de um Abril cheio de esp´rança,
Que maldição, sem nome, vos levou
Deste país sujeito a ajustes de vingança
E aonde a tirania se instalou?

Ultrapassados todos os limites
Da moral, da justiça e da decência,
Até quando, insensíveis governantes,
Abusareis da nossa paciência?


Sílvio Martins

     
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