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Nesta jornada ou viagem
A que chamam terrena
Há muita derrapagem
Quando podia ser serena.

Escolhemos muitos becos
Onde a luz pouco penetra
São caminhos labirínticos
Sem qualquer meta ou regra.

Então grande desvario
Paira em lufadas a esmo
O Futuro será um calafrio
Com o Presente enfermo.

Nem no silêncio da guerra
Sequer as aves chilreiam;
Ouvem-se gritos de crianças
E de mães enlouquecidas.

Só silêncios de vozes
Em vidas estropiadas;
O clamor dos algozes
Sepultam milhões de vidas.

E o troar dos canhões
Mais o fogo da metralha?
Os mortos são aos montões

Sem lágrimas nem mortalha.
Que terra é esta, Deus meu?
Nela não me revejo
E porventura na obra
Do mundo que dizes Teu.

‘Não me obriguem
A vir prá rua gritar’,
Pois o que me fazem
A isso há-de chegar.

Eu não queria isso fazer
Preferia trabalhar,
Mas tenho de escolher
Entre cair e me levantar.

Os vilões tudo me roubam
E continuam a roubar,
Eles que nada poupam
E engordam sem cessar.

A crise não provoquei
A culpa é do desalinho,
Haja honradez e lei
E poupem o Zé-povinho.


José Amaral

     
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