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OE agrava desigualdades de género - denuncia a Comissão de Mulheres da UGT

Em comunicado tornado público, a Comissão de Mulheres da UGT teme que o Orçamento do Estado para 2014 acentue brutalmente a desigualdade de género.

A crise económica tem deteriorado as condições de trabalho das mulheres na Europa e consequentemente em Portugal, com um elevado impacto ao nível do desemprego, do trabalho a tempo parcial e dos cortes nos serviços sociais. É do conhecimento de todos que são as mulheres que se encontram mais vulneráveis às mudanças negativas, porque habitualmente se encontram em pior situação do que os homens no que diz respeito aos salários e à segurança no emprego.

No início da crise económica foram os homens os primeiros a ser atingidos, mas agora as mulheres enfrentam uma crise silenciosa que piora substancialmente as suas condições de vida. Em geral, as mulheres trabalham mais a tempo parcial do que os homens. Por outro lado, os cortes nas prestações sociais, que o Orçamento preconiza atingem mais as mulheres, que tradicionalmente assumem uma maior responsabilidade em assuntos relacionados com a família.

As mulheres, muitas vezes forçadas a deixar o trabalho para tomar conta de crianças e de familiares idosos, vão ver, com o Orçamento proposto, um agravamento destes fatores. As mães solteiras, particularmente vulneráveis, vão sentir ainda mais a falta de apoios sociais, com os cortes preconizados pelo Orçamento do Estado. As consequências da crise no trabalho das mulheres são fortemente penalizadoras e vão perdurar. Antes da crise, as mulheres já eram mais afetadas do que os homens pelo desemprego e pelo trabalho precário.

Agora, por via da austeridade e com o Orçamento proposto, sofrem uma dupla punição. A Comissão estará atenta e denunciará o impacto que o Orçamento possa criar no desemprego das mulheres e, consequentemente, no aumento do trabalho precário, chamando a atenção dos governantes sempre que as políticas de igualdade e de emprego das mulheres sejam postas em causa.

Por outro lado, considera que, com este Orçamento, irão aumentar as desigualdades de género e a disparidade salarial entre homens e mulheres, tornando o equilíbrio entre a vida profissional e a vida privada mais difícil para as mulheres e, consequentemente, para as famílias. A Comissão esperava um Orçamento que contemplasse medidas que visassem o crescimento, a competitividade e o emprego.

As Portuguesas e os Portugueses precisam de sentir que os sacrifícios feitos até hoje por todos, sobretudo pelos funcionários públicos e pelos pensionistas, já seriam atenuados neste Orçamento, que a Comissão de Mulheres considera ser apresentado nestes moldes devido à incapacidade do Estado em reformar a sua máquina e em controlar a despesa pública, levando-o a medidas de penalização dos trabalhadores e dos pensionistas, que considera intoleráveis. Por último, apelou a todas as mulheres e famílias para que repudiem esta política de austeridade, que considera injusta face aos sacrifícios feitos até hoje pelos trabalhadores e trabalhadoras, principalmente pelos funcionários públicos e pelos pensionistas.

     
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