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Nortada, ou apenas brisa

“Nortada, é o nome dado ao vento do noroeste, por vezes forte, que limpa o ar e garante bom tempo. Foi também o nome que, há muito tempo os dirigentes eleitos do nosso sindicato escolheram para o seu boletim de informação”,
Nortada 31 de Maio de 1998.

Houve de facto um tempo em que a “Nortada” esteve à frente na comunicação e transparência e, como filho da liberdade se pautava por uma única militância, a solidariedade de classe, coesa na defesa e reivindicação sem tréguas dos direitos dos seus associados, munindo-se da força incomensurável da palavra para potenciar a sua agregadora voz. Hoje, constata-se a profunda anemia da publicação, bastando para o aferir, refletir um pouco sobre os seus conteúdos, enfermos de sectarismos editoriais vigentes, reféns de interesses e ideologias há demasiado tempo. Redundou, em vícios e comportamentos que, numa ética indigente, nos serve em bandeja de prata sensaborona refeição. Renasça a “Nortada”, é pois, o repto que lanço, sem sinónimo de desafio, antes respeito, preocupação social e sindical, por uma classe em situação de precariedade, confrontada com a espada e a parede das imposições egoístas, pretensamente legais, mas também, escandalosamente ilegais pelo aviltamento indigno do direito do trabalho e ao trabalho e das condições do mesmo que, urge denunciar e combater sindicalmente. Será pois, este, o bastião da “Nortada” renascida, o seu dever institucional, respeitando a memória dos trabalhadores que a conceberam e não defraudando as expetativas dos seus associados atuais. Dar voz e ser a voz do seu povo é a característica genética que, apesar das consanguinidades de que foi vitima, a irá definir no presente e no futuro que almejamos. E já agora, para quem gosta de citações: “No mundo há muitas palavras, mas poucos ecos.” Goethe “As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.” Victor Hugo “As palavras são como os patifes, desde o momento em que as promessas os desonraram. Elas tornam-se de tal maneira impostoras que me repugna servir-me delas para provar que tenho razão.” William Shakespeare

Nota do diretor:
Porque no artigo são feitas algumas considerações deturpadoras do que – na minha opinião e na opinião da maioria do Conselho Geral do SBN – tem sido a opção editorial da Nortada (opinião que, aliás, aceito mas não reconheço), não podia deixar de, no direito de resposta que me assiste, apresentar a seguinte nota:

Caro Arezes.
Felicito-te e felicito-me por, finalmente, teres atendido aos meus constantes apelos para que tu e todos os bancários aproveitem as páginas da Nortada para apresentarem as suas opiniões (de preferência sobre assuntos de relevo na vida dos bancários, mas não só). Ao contrário do que as tuas “lindas palavras” querem fazer crer (e da exigência de confirmação da sua publicação até ao próximo dia 4 de setembro, pouco ético para quem se diz defensor da democracia!!!), quero recordar-te e reafirmar-te que nunca na Nortada, pelo menos enquanto publicada sob a minha direção, houve ou haverá qualquer censura (até porque não uso lápis azul). Finalmente, reafirmo-te aquilo que sempre tenho manifestado: “As regras estão claras e estabelecidas quer no “Estatuto editorial” da Nortada quer na Lei de Imprensa. Ah! como é óbvio… o artigo será publicado. E já agora: “Ninguém pode esperar construir um mundo melhor sem melhorar as pessoas. Cada um de nós deve trabalhar para a sua própria melhoria.” (Marie Curie) e “Só há vitória quando se vence o opositor, mas a maior vitória é quando o homem se vence a si mesmo.” (José San Martin)

Um cordial abraço.
O diretor da Nortada,
Firmino Marques


Luís Arezes

     
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