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Só com unidade é possível vencer as adversidades

Os momentos que hoje vivemos configuram-se de extrema dificuldade no que diz respeito à manutenção dos postos de trabalho no setor bancário, face à atual situação de algumas instituições, mercê da má gestão das administrações. Assim, tal situação é de única e exclusiva responsabilidade daqueles gestores - jamais dos trabalhadores que agora pretendem penalizar.

Os exemplos foram e são muitos e gritantes, de que relevam, entre tantos outros, o exercício de pressões para se conseguir objetivos absurdos, mesmo que tais ordens não levem em linha de consideração o mais liminar interesse dos próprios bancos. Aquelas políticas acabaram por se repercutir desastradamente sobre os bancários, como os factos vieram a comprovar através de rescisões forçadas, de despedimentos coletivos e de cortes de salários, como nos casos da CGD, do IFAP e da Parvalorem.

Bem como os cortes a que os colegas reformados do ex-BNU foram sujeitos, situação relativamente à qual os sindicatos verticais colocaram processos em tribunal. Mas este é também um momento difícil para os sindicatos, que lutam cada vez mais pela salvaguarda do maior número de postos de trabalho no setor, a fim de que que não se assista à saída de milhares de bancários, através das rescisões com as suas instituições. O desafio joga-se, assim, em dois tabuleiros.

Por um lado, a luta pela manutenção dos postos de trabalho. Por outro, impedindo que haja retrocessos nos acordos celebrados com a banca. Por outro lado, no que diz respeito ao BCP, a Febase tudo fará para impedir a saída maciça de trabalhadores, privilegiando sempre o diálogo e a negociação, com vista a conseguir a manutenção do maior número possível de postos de trabalho. Mas não tomará qualquer decisão sem previamente consultar os trabalhadores daquele banco.

Se o desemprego no setor bancário é hoje uma chaga em Portugal, mandam as mais puras regras da verdade que, apesar disso, se atribuam os maiores créditos aos sindicatos verticais do setor do nosso país, porque, adotarem uma política de firmeza mas também de negociação e de diálogo, impediram as torrentes sem freio de despedimentos que têm vindo a varrer o setor por essa Europa fora há mais de uma década.

E o mérito de os problemas que se têm vindo a registar no setor bancário português não terem descambado numa agitação social que não é benéfica para ninguém deve-se também à política de firmeza e de negociação dos sindicatos verticais. Esperamos que as instituições adotem também uma atitude virada para o diálogo e para a negociação, evitando um clima que crie situações de desespero para os bancários, face ao presente e ao futuro. Este é o momento para que todos os bancários estejam atentos. Só com a unidade e possível vencer as adversidades com que estamos hoje confrontados.


Mário Mourão

     
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