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II Congresso da UGT-Porto: Consolidar, Crescer, Intervir

Com a presença de cerca de 180 delegados em representação de todos os sindicatos filiados na UGT, com sede ou com representação no distrito do Porto, e muitos convidados, decorreu no passado dia 25 de maio o II Congresso da UGT-Porto, sob o lema “Consolidar, Crescer, Intervir”.

Na sessão de abertura o Presidente da Mesa do Congresso e do Conselho Geral, Firmino Marques, fez uma resenha da situação político-sindical e social que atravessa toda a Europa, tendo, contudo, centrado a sua intervenção na situação portuguesa, com enfoque especial na pobreza que grassa já no seio dos trabalhadores, pobreza e fome que lhes é ”imposta” pelo flagelo do desemprego que não para de aumentar, com especial incidência no distrito do Porto.

Chamou a atenção para a necessidade do cumprimento da Constituição e, concomitantemente da defesa do Estado Social que tão maltratado tem sido, nos últimos anos. Relembrou que o Estado Social é pedra fulcral do Estado de Direito, sem o qual não poderá haver um Estado – ou Europa – Democrático. Alertou ainda para a necessidade de os trabalhadores se manterem unidos e atentos à tentativa de colocar trabalhadores contra trabalhadores (público contra o privado) e gerações contra gerações (reformados contra jovens desempregados).

Citando Luther King – “…o que mais nos pode afligir é o silêncio dos bons”, terminou dizendo que “O povo é bom, embora um pouco adormecido. Cabe-nos a nós, sindicalistas acordá-lo…”. Por sua vez, também o presidente da UGT-Porto, João Dias da Silva, manifestou a preocupação pela situação económico social com que os trabalhadores portugueses se confrontam no dia a dia, e lamentou a pouca abertura governamental para o diálogo com as associações dos trabalhadores, tendo contudo deixado uma palavra de esperança sobre os resultados das lutas que se aproximam, em especial no setor do ensino.

Por fim, apelou à unidade de todos os trabalhadores em torno de um projeto de sindicalismo democrático, que só pode ser consubstanciado na UGT, projeto que no distrito do Porto é protagonizado pela UGT-Porto. Apresentou depois o relatório da atividade desenvolvida pela UGT-Porto no mandato que agora termina, documento que mereceu o voto maioritário dos delegados, com um voto contra e uma abstenção. No ponto 3 da OT, o presidente fez uma resenha da proposta de programa de ação para o quadriénio 2013/2017 que tem como principal objetivo “Consolidar, Crescer, Intervir”.

Após algumas intervenções dos delegados presentes, de apoio ao documento, o mesmo foi depois votado e aprovado com apenas uma abstenção. Aprovação, com um voto contra e uma abstenção, foi também o resultado referente às alterações estatutárias propostas pelo secretariado. O congresso procedeu depois à eleição dos novos órgão da UGT-Porto, tendo eleito o candidato Firmino Marques, Presidente da Mesa do Congresso e do Conselho Geral, e Manuel Pereira Gomes como Presidente, da UGT-Porto.

O encerramento esteve a cargo do secretário-geral da UGT, Carlos Silva, que saudou os órgãos eleitos, fez uma explanação sobre a situação político-sindical vivida no País e apelou, sobretudo para a unidade e solidariedade dos trabalhadores. Por fim, desejou aos eleitos um bom mandato em prole da defesa dos direitos dos trabalhadores do Distrito do Porto, tendo-se disponibilizado para os acompanhar nas lutas que vierem a ser desenvolvidas, com esse objetivo.

     
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