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Tempo… ó tempo

Não corras tão depressa.
Não. Nem me fujas assim.
Porque tens tanta pressa?
Abranda. Espera por mim.

Querer, pedir, não é ser louco.
Aviva a minha chama;
Estou a pedir-te tão pouco.
Ouve, dá-me uma pequena folga.

Tantas crianças que morrem,
Sem terem a alegria de viver.
Pais que choram e sofrem;
Tempo, dá-lhes mais prazer.

Vejo ainda corrupção a imperar;
A incompetência a aumentar;
O eleito grupo a desgovernar;
E o povo a suportar e pagar.

Não me consideres egoísta,
O que peço dá também a outros.
Pudesse eu elaborar uma lista
E a todos dar imensos gostos.

Ó tempo…Ó tempo…
Para quê tanta canseira,
Não sejas tão avarento,
Dá-nos uma dianteira…


Carlos Ribeiro Saraiva

     
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