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Desobediência civil…

Com a bonomia que lhe é peculiar, António Capucho avisou: Se sobrar algum dinheiro às pessoas, elas pagarão os impostos. Mas como não vai sobrar, não pagarão. Entrarão em desobediência civil? A desobediência civil está já a observar-se em vários sectores. Entupidos, os tribunais que o digam. Paranoico, o fisco que o comprove. O país desiste de o ser. Um vento suicida crispa os portugueses, povo de propensões ora para a desistência (inação), ora para o delírio (anarquia). Os que (julgam) governar-nos não percebem sequer que o português é ardiloso (manhoso, na caracterização de Agostinho da Silva), oculta o que pensa, gosta de ludibriar, de subverter. (…) Boiamos hoje em águas de um neofeudalismo terrorista. “O cio autoritário dos psicopatas no poder, traz sede de sangue no bico”, alertava Natália Correia. Parta-se-lhe, pois, o bico! De tal modo a política seguida é aberrante que o FMI viu-se obrigado a sublinhar que a austeridade deve ter um ritmo suportável. A ser imposto, o aumento do IMI vai rebentar com o eleitorado (sobretudo) do PSD e do CDS e a seguir com o governo. O desprezo por ele tornou- se irreversível. Isso revela-se, aliás, o aspeto mais crítico do Estado, cuja autoridade está a ficar em ruínas…, tal como a democracia. O pus do regime escorre por todos os poros.

Por Fernando Dacosta, no jornal I

     
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