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Natal

No Natal, tornamo-nos frágeis
Melados
Ao olhar dos desgraçados
Àqueles olhares
Que têm voz
E gritam
Horríveis sons
Que irritam,
Que nos atravessam
A alma
E se colam a nós
No entanto, no meio de tanta
Desgraça
Há histórias de calor
E amor
Misturadas com frio de rachar
Nasceu o Deus menino,
A paz será possível?
Neste mundo tão horrível
É preciso tentar.
No Natal tornamo-nos frágeis
Pouco ágeis
Ao choro dos desgraçados
Damos-lhe a esmola,
Pensamos estar perdoados
E assim vamos vivendo a indecência
Colocando no parquímetro da consciência
Esmolas e mais esmolas, para que não ouçamos
Os ruídos
E vamos vivendo confortáveis,
Uma vida sem sentidos.

Barreiro de Magalhães (Médico do SAMS)

     
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