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UGT-Porto exige renegociação com a troica

A UGT-Porto reuniu o Conselho Geral, para aprovar o Orçamento para 2013 e para analisar a situação política e sindical do país.

Aquele órgão considerou que o Orçamento do Estado impõe uma ultra austeridade que nada justifica; determina um aumento brutal da carga fiscal que é feito sobretudo à custa dos salários e das pensões; impõe cortes na despesa que vão afetar fortemente as famílias de mais baixos rendimentos e medidas gravosas contra todos os trabalhadores no ativo e reformados, afetando os seus direitos; estabelece medidas que não contribuem para a melhoria do serviço público; contém claros sinais de inconstitucionalidade: "Estamos hoje sujeitos em Portugal a políticas de desregulação social e de sobre austeridade que aumentam sistematicamente o desemprego (que atinge níveis insustentáveis), reduzem os rendimentos, agravam as desigualdades, a pobreza e a exclusão e provocam a insegurança e o desespero em muitas famílias."

A UGT e os seus sindicatos têm-se oposto firmemente a estas políticas: "Combatemos medidas abusivas, derrotando muitas delas (aumento de meia hora de trabalho diário; aumento da TSU - taxa social única -, diminuição de 10% do subsídio de desemprego e do subsídio social de desemprego e obtendo mudanças significativas nas políticas económicas e sociais). Defendemos políticas de crescimento e de emprego, o diálogo social e a negociação coletiva e manifestamos total oposição à destruição do Estado Social, nomeadamente por via de uma revisão da Constituição. É inaceitável a ausência de diálogo político e a imposição de medidas sociais que agravam as desigualdades (penalizando sobretudo trabalhadores no ativo, desempregados e pensionistas), contribuem para o aumento da crise económica e do desemprego e faltam a compromissos assumidos pelo Governo. É essencial lutar por uma saída para a crise, com crescimento e emprego, com justiça social e solidariedade e com diálogo social e negociação coletiva.

Deste modo, o Conselho Geral da UGT-Porto decidiu manifestar completo repúdio pelas medidas injustas de austeridade que estão a ser impostas a todos os portugueses; exigir que o Governo assuma a necessidade de negociar com os parceiros internacionais alterações às medidas que estão a ser impostas, de forma que respeitem a cultura e o esforço dos portugueses, não nos conduzindo a uma miséria de todo inaceitável; exigir que o Governo assuma novas políticas de crescimento, desenvolvimento e promoção do emprego.

     
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