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De super a mini, num ano

O Ministério da Economia e Emprego é uma espécie de pedreira em que todos os outros ministérios vêm há um ano escavando competências, de tal modo que o “super-ministério” que, segundo um deslumbrado Álvaro Santos Pereira, equivalia a “dois ministérios e meio” já a pouco mais equivale hoje que a meio ministério.

Primeiro foram-se as privatizações e as PPP para o omnipresente Borges; depois o emprego jovem para Relvas; depois a economia externa para o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Paulo Portas; depois as verbas do QREN para o Ministério das Finanças...

Agora, quando as réplicas do terramoto pareciam ter finalmente, uff!, terminado, Álvaro vê-se a contas com novo sismo (ou novo cisma): o longo braço de Vítor Gaspar volta a entrar-lhe casa dentro e fica-lhe com mais um dossiê: o do concurso para escolha do prestador do serviço universal de telecomunicações, e ainda o do respetivo fundo de compensação e das negociações com a PT.

Não tarda que as competências do ministro Álvaro fiquem reduzidas ao dossiê dos pastéis de nata (isto enquanto Passos Coelho não concluir que os pastéis de nata são também coisa importante de mais para continuarem ao seu cuidado). Não será altura de o exsuper- ministro, agora miniministro, considerar se os contribuintes devem continuar a pagar o super-salário da sua, como ele dizia, “super chefe de gabinete”?

Manuel António Pina, publicado em 2012-07-05

     
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