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As Mulheres e a Segurança e Saúde no Trabalho

“Homens e mulheres não são iguais e as atividades que desempenham, as condições de trabalho e o tratamento que recebem da sociedade não são os mesmos. Estes fatores podem afetar os perigos que enfrentam no trabalho e a abordagem necessária à sua avaliação e controlo.”
Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho


As políticas de segurança e saúde não abordam geralmente a dimensão de género, sendo os riscos específicos para as mulheres são por vezes ignorados ou subestimados. Esta é uma evidência, com a qual concordamos, e que tem promovido alguns progressos – recentes - na análise e na discussão das questões relativas à segurança e saúde das mulheres trabalhadoras.

Com efeito, não se ter em conta a questão da segurança e da saúde das mulheres no trabalho é uma barreira para a implementação de políticas eficazes para a saúde e de igualdade de oportunidades. É inegável que os setores e atividades especificamente masculinos têm definido as prioridades de ação no âmbito da segurança e saúde no trabalho. A investigação sobre segurança e saúde tem incidido, particularmente, nas atividades perigosas em que a força de trabalho masculina é dominante, por essa razão os riscos enfrentados pelos trabalhadores masculinos são melhor conhecidos.

No entanto as mulheres constituem 45% da população ativa na U.E..A crescente participação das mulheres no mercado de trabalho torna, pois, premente a abordagem sobre os diferentes efeitos dos riscos profissionais nas mulheres em termos de exposição a substâncias perigosas ou agentes biológicos, os impactos sobre a saúde reprodutiva, sobre as limitações físicas de trabalho pesado, assim como, as questões ergonómicas dos postos de trabalho.

A Organização Mundial do Trabalho (OIT) estima que em cada ano cerca de 2,3 milhões de homens e mulheres são afetados por doenças e acidentes de trabalho: 360 mil são vítimas de acidentes fatais e cerca de 1,95 milhões sofrem de uma doença contraída no trabalho (BIT, 2008). Importará reconhecer as diferenças entre homens e mulheres e adotar uma abordagem relativamente à segurança e saúde no trabalho que tenha presente a dimensão do género. Importará integrar a dimensão do género na avaliação dos riscos e na prevenção no local de trabalho, isto porque a adoção de uma abordagem de género “sexista” na avaliação e na prevenção de riscos resultará na persistente subestimação dos riscos para as mulheres trabalhadoras.


(Boletim Informativo PRP)

     
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