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Constatações...

1 - A falsa e descarada panaceia da TDT - Televisão Digital Terrestre é a maior aldrabice desta década no tocante de quem sai beneficiado: são os telespetadores ou as indústrias de eletrónica e das comunicações? A TDT, que vem substituir a ancilosada televisão analógica, deveria ser posta em prática a custo zero para todos os utentes televisivos. Ou será que a culpa de tão onerosa mudança é dos cidadãos espalhados por todo o país, em remotos locais que não têm televisão por cabo, e por isso, como "elo mais fraco" têm de pagar um serviço que não pediram?

2 - Lembram-se do desassossego e das diatribes que foram escritas contra José Saramago, aquando, na procura insana de Deus, escreveu alguns livros de cariz pouco adverso à ideia preconcebida da fé católica? Esperei ver o que alguns "católicos" iriam escrever, acerca das blasfémias contidas em "O último segredo", calhamaço de 563 páginas, do jornalista/escritor José Rodrigues dos Santos. Todavia, tais "católicos", devem andar perdidos em qualquer limbo ou deambulando por catacumbas de empanturrantes catedrais de consumo, ou andam a ler outros livros sagrados que não este, que já vai na 10ª edição!

3 - A máxima popular "no nascer e no morrer todos nós somos iguais" tem-nos acompanhado ao longo dos tempos e da vida - e eu até esperava "bater as botas" ciente que tal pensamento existencial se mantivesse intocável por mais séculos. No entanto, num programa televisivo, a 'magnânima' acolita da funerária veio, do alto da sua humanística cátedra, dizer que tal lei de vida está com os dias contados. Isto é, eu, por exemplo a dois anos da meta de vida proposta pela ínclita dama de ferro, que são os 70 anos, espero solenemente, como todos aqueles compatriotas que não têm onde cair de mortos, que ao menos sejamos "reconhecidos e obrigados" e sirvamos de repasto e iguaria a todos aqueles abutres que nos levaram a tão negro estado de vida.

4 - Agora percebo: "...E não queiram enviar a culpa de tudo para cima do corneteiro do D. Afonso Henriques..." Para quem não conhece a história do Corneteiro: Nos primeiros tempos da fundação da nacionalidade - no tempo do rei D. Afonso Henriques - no fim de uma batalha o exército vencedor tinha direito ao saque sobre os vencidos. - (Saque - s. m. : Ato de saquear. Roubo público legitimado...) Pois bem, após uma dessas batalhas, ganha pelo 1º Rei de Portugal, o seu corneteiro tocou para dar "início ao saque" a que as tropas tinham direito e que só terminaria quando o mesmo corneteiro desse o toque para "fim ao saque". Mas, fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finouse e, até hoje, ninguém voltou a tocar "fim ao saque"... Afinal a culpa é mesmo do Corneteiro...! Não haverá por aí ninguém que conheça o toque?!

...o ser humano...

Neste atual mundo ferozmente capitalista, em que o homem passou a ser somente um número do esquema da engrenagem da exploração humana, o dinheiro aplicado ao serviço do Bem, ainda, felizmente, pode guindar o ser humano ao pedestal de onde nunca deveria ter sido apeado: ser o supremo Ser da Criação e, portanto, estar acima de tudo.
Assim, apraz-me saber (in JN de 5/3) que dois cientistas, um deles português (o investigador Rui Costa) que faz parte dos quadros da Fundação Champalimaud, doutorado em Ciências Biomédicas pela Universidade do Porto, desenvolveram com elevado sucesso um trabalho científico que poderá tornar uma utopia em realidade, isto é, descobriram que o cérebro aprende a motorização, pelo que reaprende dar ordens a próteses para a locomoção efetiva ou implantadas em músculos atingidos por qualquer tipo de paralisia, as quais obedecem às ordens expressas dimanadas pelo computador humano (o cérebro) onde foram anexadas. Graças a estes deuses da Ciência, o homem ainda pode redimir-se do mal que tem feito a si mesmo, acabando por banir toda a escória maldita que muito ser humano usa como carapaça para a desgraça da Humanidade. Benditos sejam estes homens, estes sim, sem preço entre pares.

... e "economicês"

Com a iliteracia em picos muito elevados, apesar de vermos muito iletrados cheios de tecnologia de comunicação entre falantes, sem dela tirarem rendimento, pois quando balbuciam: ou sai “bafo de onça” ou asneira, a incompreensão verbal é também muito grave para o desenvolvimento e uma boa sustentada governação, o que tem sido o nosso caso. Portanto, estou convicto, que os poderosos que deambulam no mundo sórdido do chicoespertismo, usam e abusam de sofisticados eufemismos, a fim de endrominarem constantemente o povo.
Assim, recolhi alguns eufemísticos vocábulos em português (para além daqueles anglicismos que a banca e os economistas muito gostam de usar), agora muito em uso por parte daquelas ‘mentes superiores’ que nos encostaram à parede, como é o caso vertente, em sermos uns verdadeiros sem-abrigo. Ei-los: imparidades, alavancagem, zonas de conforto e almofadas protetoras.
E sem sabermos, à luz ‘escura’ do novo acordo ortográfico, por que é que se deve pronunciar e escrever egípcio, quando tal vocábulo deriva de Egito, do qual lhe foi amputado o viril pê, aqui vai um pequeno e elucidativo texto com os referidos eufemismos: o mundo selvático do capital, com a banca incluída, após ter causado elevadíssimas imparidades (prejuízos), espera novamente que os mesmos prejudicados de sempre lhes proporcione uma nova alavancagem (reforço de capitais) prenhe de fofas almofadas protetoras (tachos dourados) para benefício dos capitalistas e acionistas, dotando-os com as mesmas zonas de conforto (mordomias sem fim), aonde nunca chegará o eco infernal da precariedade (o desemprego e a exclusão social). José Amaral

     
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