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25 de abril e 1º de maio... sempre!

Em 25 de abril, comemoramos a data em que, após 48 anos de obscurantismo e de mordaças, foi, finalmente, restituída a liberdade ao povo.


Liberdade de pensar, liberdade de viver

Passados que são 38 anos após a "revolução dos cravos", o povo português, em especial os trabalhadores por conta de outrem, começa a ver ameaçada essa liberdade, em especial a liberdade de viver (ou de sobreviver?)... Nunca é demais relembrar a gloriosa luta empreendida pelos trabalhadores de Chicago que, em 1 de maio de 1886, saíram às ruas, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas. Nunca é demais relembrar que, tal como veio a acontecer em Portugal durante esses fatídicos 48 anos anteriores ao 25 de abril, a polícia reprimiu a manifestação, dispersando-a, depois de ferir e matar dezenas de operários. Mas a luta era justa... e, por isso, os trabalhadores, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, voltaram às ruas, onde foram novamente reprimidos.

Os resultados não podiam ser mais trágicos: oito líderes presos, quatro operários executados e três condenados a prisão perpétua, posteriormente libertados por pressão internacional. Mas a luta era justa... e não parou, antes alertou a comunidade mundial para a justeza da reivindicação dos trabalhadores. Por todo o mundo foi gerada uma onda de solidariedade, que culminou com o reconhecimento, pelo Congresso Operário Internacional, reunido em Paris em 1889, do 1º de maio como Dia Internacional do Trabalhador. Entretanto, foi sendo conquistada, em todos os países de cariz democrático, a jornada de oito horas.

O sacrifício dos heróis de Chicago não foi inglório. Em Portugal, vivemos hoje, graças à Revolução de Abril, em plena liberdade... Mas essa liberdade volta a estar ameaçada pelas cedências ao capitalismo selvagem instalado em toda a Europa e no resto do mundo. O povo português está hoje espartilhado numa camisa de forças, a que foi dado o pomposo nome de "troica".

A soberania de Portugal está, hoje, limitada ao querer dos países economicamente mais poderosos, em nome de uma Europa Unida que de união, apenas tem o nome. É por tudo isto que os trabalhadores portugueses, independentemente da ideologia política ou religiosa, têm a obrigação moral de participar ativamente quer nas comemorações do Dia da Liberdade, quer na festa e na luta das comemorações do Dia do Trabalhador. Não está em causa o Governo da nação, legitimamente eleito... está, isso sim, em causa a situação em que o FMI e os seus parceiros estão a colocar o povo trabalhador. É preciso e urgente manifestar o nosso desagrado e o nosso descontentamento.

Todos às manifestações... Já!
Viva o 25 de abril!
Viva o 1º de maio!


Firmino Marques

     
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