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... e Saramago

Um ano após o desaparecimento físico de José Saramago em que lara(cha) alguma o fará esquecer, perpetuando para sempre a sua obra, as cinzas do corpo foram misturadas com o pó da terra que continuará a suster e sustentar a oliveira que o viu nascer na sua Azinhaga, sendo que a referida árvore foi trasladada para o Campo das Cebolas, em Lisboa, para receber em suas raízes as cinzas mortais do seu Nobel.
E o banco de jardim, colocado a preceito junto de uma placa que tem inscrita parte da frase última, retirada do romance ‘Memorial do Convento”, que reza assim: ‘mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia’, é o lugar certo à reflexão e um convite à leitura.
Mas eis que, a título póstumo, se fará luz eterna, através de um raio luminoso que trespassará a ‘Claraboia’, nome do romance que Saramago ultimou em 1953 sem nunca o ter publicado, o qual brevemente será dado à estampa, bem como a publicação da vintena de páginas do romance inacabado sobre o comércio de armas, aquando da sua morte, a que o autor deu o título ‘Alabardas, alabardas! Espingardas, espingardas!”
Paz à sua alma e, enquanto por cá formos andando, a sua obra nunca será esquecida, ou olvidada, Pilar.


José Amaral

     
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