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Montepio: SBN sai à rua contra a transferência de trabalhadores do ex-Finibanco do Porto para Lisboa

Os trabalhadores dos serviços centrais do ex-Finibanco no Porto manifestaram-se nesta cidade contra a transferência para Lisboa, imposta pela administração do Montepio, já que enferma de ilegalidade por ser ao arrepio da convenção coletiva de trabalho livremente celebrado pelo sindicato e a instituição e no total desrespeito pela vida pessoal e profissional dos envolvidos, numa ação que o SBN denuncia como despedimento encapotado, lembrando que o sindicato sempre manifestou abertura para o diálogo e para a concertação, no sentido de resolver o conflito existente.

Estão nesta situação cerca de duas centenas de trabalhadores dos inicialmente envolvidos, já que, não resistindo à pressão sobre eles executada pela hierarquia, alguns aceitaram a deslocação para a capital e outros foram forçados a rescindir o contrato de trabalho com o Montepio, por não terem condições financeiras e familiares para suportarem a mudança. O Sindicato dos Bancários do Norte garante que não abandonará a luta até que a administração daquela instituição aceite o diálogo com vista à solução do problema, prometendo novas ações de protesto, aliás já decididas no Conselho Geral do sindicato.

Esta manifestação contou, para além dos trabalhadores em causa, com a presença solidária de elementos da estrutura sindical do SBN e de dirigentes do SBSI e do SBC. Na ocasião, o presidente Mário Mourão denunciou as manobras de intimidação e o caráter pouco social da administração, já que "aos fins de semana o Montepio anda a visitar instituições de solidariedade e a apelar à coesão social e durante a semana despedaça as famílias dos seus trabalhadores".

Para além destas ações, o SBN foi já recebido pelo bispo do Porto, D. Manuel Clemente, a quem manifestou apreensão pela situação social em que poderão ser colocadas estas famílias, tendo recebido da parte do prelado a promessa de que não adormecerá sobre o assunto. "Enquanto houver um único trabalhador envolvido neste processo de despedimento encapotado, o SBN não abandonará as formas de luta em defesa dos direitos dos seus associados", garante Mário Mourão.


... negociação é possível

No âmbito da ação cautelar interposta pelo SBN junto do Tribunal do Trabalho do Porto, cujo julgamento estava marcado para o passado dia 14 de Fevereiro, o juiz, perante a presença do presidente do SBN, Mário Mourão, e do presidente do Conselho de Administração do Montepio Geral, Tomás Correia, e mediante a expressa vontade de as duas partes encontrarem uma solução negociada para o conflito que opõe estas duas instituições devido à pretendida transferência para Lisboa, por parte do MG, dos trabalhadores do ex-Finibanco do Porto e de Santa Maria da Feira, decidiu suspender aquela ação, de forma a permitir tal acordo. Alguns dos trabalhadores que não aceitaram a transferência para Lisboa encontram-se em greve há várias semanas. Na ocasião, Mário Mourão, sublinhou que "a presença do presidente do Montepio é um passo importante para encontrar uma solução, num ambiente saudável". Confirmou que também o juiz que tem a decisão da providência a seu cargo "desafiou as partes a sentarem-se à mesa e a apresentarem uma solução".

     
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