Pesquisa

ok
Home»Nortada»Nortada Detalhe
 
Searas de poesia

Viajo no interior da seiva da palavra
Para que nunca agonize o meu verso;
E assim, do trono etéreo, minha musa lavra
Searas de poesia em mármore terso.

Do mar venha um vento brando, embalado
Em barcos de sal e ondas de fúria mansa,
Que levará meu poema na pedra talhado,
Por rotas e impérios onde a palavra não cansa.

Ambiciono ser rico; não de ouro ou vil metal;
Ter a palavra como bem mor, minha fortuna,
Pluralidade de versos, herança universal.

Da inspiração, quero o meu dom bem fecundo.
Da palavra,quero a força do orador na tribuna.
Do meu poema,quero ser voz de infante, no mundo.


Carlos Pereira

     
   Imprimir        Voltar        Topo
Copyright © 2007 SBN