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Um canto à noite

Senhora dos espaços
Sem nome e dimensão,
Nas águas secretas dos teus rios
Bebem as sombras,
O silêncio e a solidão;
Mas deixa-me cantar-te
E, cantando-te,
Desvanecer-me
Na vastidão do teu império
Transbordante de espanto e de mistério.
E enquanto as tuas ondas
Morrem nas praias
Onde as formas e os gestos se perderam,
Escuta este meu canto atentamente,
Ó noite funda,
Fantástica e serena,
Até que as águas, espraiando,
Dissolvam finalmente
Cada palavra do poema.

Sílvio Martins

     
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