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Contratação colectiva: finalmente a Febase

Os trabalhadores bancários são
merecedores do maior respeito
e reconhecimento. E a Febase terá
um papel preponderante nesse acto
de justiça.

A contratação colectiva de trabalho em Portugal está a passar por um momento histórico: é a primeira vez que a negociação de todos os instrumentos de negociação colectiva do sector bancário é feita por uma mesma estrutura – a Febase.

Quebra-se assim, conforme se espera, a hegemonia patronal que ao longo dos tempos vinha a ser evidenciada, mediante uma associação única representante das instituições de crédito.

“A união faz a força” passa, desta forma, a ser um adágio posto à mesa das negociações não apenas por banda das administrações, mas também pelo lado sindical, agora representado pelas três organizações verticais do sector, abrangendo os bancários do norte, do centro, do sul e das regiões autónomas.

Tal não significa, todavia, o fim da arrogância em que o patronato se tem especializado, chegando ao ponto, ano após ano, de assumir atitudes provocatórias, plasmadas em “ofertas de aumentos salariais” de que as instituições se deveriam envergonhar, tanto mais que os chorudos lucros que vêm acumulando só são possíveis porque a actividade está alavancada na abnegação, no espírito de sacrifício e do inigualável profissionalismo dos trabalhadores.

Falando, pois, a uma só voz, e se de permeio não se interpuserem os maléficos fluidos dos sindicatos paralelos que, neste como em outros domínios, se colocam a soldo, quiçá sem o quererem ou propositadamente, das entidades patronais, assumindo um posicionamento de dividir para reinar.

Agora, tanto maior é a importância resultante do facto de a Febase passar a ser o interlocutor único por parte dos sindicatos, quanto – já está dito até à exaustão – o momento presente, no país e no mundo, é pautado por uma crise financeira avassaladora da economia real, a que se juntam circunstâncias psicológicas derivadas de afirmações políticas desestabilizadoras para toda a sociedade, provenientes de cidadãos e de organizações que deveriam orgulhar-se de ser responsáveis mas que se não comportam como tal e que parecem comprazer-se em viver num país que anunciam atrasado, pobrezinho, enlameado, parco de valores e de princípios.

À Febase está, assim e agora, cometida a árdua tarefa de combater a teimosia patronal em não querer dignificar e recompensar devidamente os grandes obreiros do respeito e do prestígio que a banca goza junto do público – os trabalhadores bancários. Sim, esses mesmos que deram a cara junto dos aforradores nos momentos difíceis vividos sobretudo após a eclosão da crise, cujas consequências continuam a ser imprevisíveis na sua magnitude, quando, num futuro que desejamos próximo, se possa fazer o rescaldo do terramoto devastador que teve o epicentro em Wall Street.

Os trabalhadores bancários são merecedores do maior respeito e reconhecimento. E a Febase terá um papel preponderante nesse acto de justiça.

Firmino Marques

     
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