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Modernização das empresas exige diálogo e compromissos

Os sindicatos da UGT refutam as acusações vindas do lado patronal, responsabilizando os sindicatos pelo entrave do processo de modernização das empresas.

De facto, o diagnóstico de que as empresas precisam de modernizar-se está correcto, só que as soluções avançadas é que são erradas. É que há um défice de diálogo e não é com soluções conservadoras propostas pelos empregadores, não é mantendo situações bloqueadas na contratação colectiva, nem criando atrasos nas respostas às propostas sindicais que se modernizam as relações de trabalho nas empresas e nos sectores de actividade.

No primeiro trimestre deste ano e pelo menos desde 2004, o número de resultados negociais com base unicamente na actualização salarial foi ultrapassado pelo número de textos globais publicados, confirmando que houve revisão de outras matérias negociais para
além da retribuição.

É um facto que os trabalhadores dependem unicamente do seu salário e que, consequentemente, a retribuição continua a constituir uma parte importante da contratação colectiva. Já não é aceitável, porém, trocar direitos por dinheiro, mantendo os trabalhadores sob a pressão de salários baixos ou condicionando a criação de emprego, associando-a a trabalho cada vez mais precário.

O diálogo, visto do lado patronal, serve para resolver dificuldades a nível da empresa, vale para o nível associativo sectorial e não deve mudar a nível confederativo. Não é com diatribes lançados aos sindicatos que se estabelece a confiança tão necessária a qualquer
plataforma de diálogo. Para os sindicatos da UGT o que está em causa não são novas formas de diálogo, mas vontade de dialogar.

A modernização das empresas terá de passar pela negociação colectiva, com um diálogo sustentado pelas partes patronal e sindical, visando um equilíbrio de soluções que beneficie mutuamente trabalhadores e empregadores.

     
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