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Pobreza e exclusão social

"A cada dia a natureza produz o
suficiente para a nossa carência. Se cada
um tomasse o que lhe fosse necessário,
não haveria pobreza no mundo e
ninguém morreria de fome?
Mahatma Gandhi

?O objectivo inicial de uma sociedade
é indicar aos seus membros, da melhor
maneira possível, o caminho do
aperfeiçoamento espiritual, que deve
ser realizado pelo esforço individual.
A doutrina ensinada deve versar sobre
a fraternidade, fonte de todos os
desenvolvimentos posteriores do ser
humano."
Stanislas de Guaita

Vale a pena relembrar: 2010 foi designado pela ONU Ano Internacional Contra a Exclusão Social. O carácter sistémico da pobreza, da exclusão social e as diversas formas das suas manifestações tornam relativamente complexa a tarefa de identificação dos elementos que estão na sua origem, bem como a clarificação das potenciais relações de causalidade.

A pobreza e a exclusão social resultam da convergência de múltiplas questões sociais que, no conjunto, desencadeiam um cenário propício à sua propagação e têm subjacentes factores globais, locais, sectoriais, mundiais, nacionais, pessoais e familiares.

Os primeiros dizem respeito às configurações estruturais da economia mundialmente globalizada e dos modelos de desenvolvimento, de organização e de funcionamento dos sistemas económicos e financeiros predominantes no mundo. 

Os segundos, que podem ter origem nas políticas nacionais e nos elementos culturais dominantes, têm um impacto mais significativo a nível local ou sectorial e englobam variáveis como dimensão e estatuto da família, saúde, idade, educação, percursos, histórias e projectos de vida, opções pessoais e oportunidades aproveitadas e perdidas ? um conjunto de elementos interligados que, enquanto factores de pobreza e exclusão social, se faz sentir, fundamentalmente, através das interacções estabelecidas a nível pessoal e familiar.

As condições de vida da família podem, por si só, condicionar o futuro das novas gerações nos agregados pobres ? transmissão inter-geracional da pobreza ?, quer por causa dos recursos materiais disponíveis, quer dos aspectos sociais e culturais que caracterizam alguns modos de vida em situação de pobreza.

Para isso, pode também contribuir a dimensão e o estatuto da família. Ao Estado compete, através do acesso à saúde, à educação e à cultura, ainda que com o auxílio das ONG e da
comunidade, a erradicação da pobreza, promovendo acções conducentes à integração social dessas famílias.

A saúde e a educação têm inequívoca influência no nível de rendimento, através da produtividade e das despesas realizadas com os cuidados médicos, razão pela qual se pode afirmar que a doença e o analfabetismo, ou mesmo a iliteracia, podem induzir ao empobrecimento e à exclusão social.

A população pobre ? e idosa, na sua maioria ? possui fracos níveis de educação e de formação profissional, o que dificulta a sua inserção no mercado de trabalho e os desempregados estão especialmente expostos à pobreza e à exclusão social.

A relação entre educação e pobreza forma um ciclo vicioso, isto é, as pessoas são pobres porque não conseguiram investir ou investiram pouco em si próprias, mas os pobres têm escassos recursos para aplicar em formação.

Num momento em que em todo o mundo crescem a fome e a pobreza, aos estados compete cumprir com as suas obrigações?

Firmino Marques

     
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