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Companheiro

Companheiro!
tu que estendes
a mão à caridade
porque choras,
por solidão,
ou saudade?
Esse teu cabelo
agora branco,
é a sombra
do teu passado
bem assim como,
o teu rosto enrugado.
São marcas do tempo
por a morte de ti
não se ter lembrado.
Não chores meu velho,
Se queres um conselho
sorri!
Afasta
porque já basta
essa tristeza em ti.
Está só na vida!
Limpa essa lágrima
caída...
também como tu
quando nasci
já fui o menino
de alguém
agora...
não tenho ninguém.

Raul Fernando Teixeira de Sousa

     
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