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Os números falam por si

Os números são assustadores, os maus tratos contra mulheres voltam a subir.
De 2007 para 2008 aumentaram 12% os actos criminosos registados pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), passaram de 16.667 para 18.669. As vítimas continuam a ser sobretudo do sexo feminino: 87,1% dos casos foram apresentados por mulheres e a grande maioria entre os 26 e 45 anos de idade.

 Em cada sete dias, em 2008, cerca de 142 mulheres foram vítimas de crime (o que dá uma média de 20 por dia) e cerca de 20 homens (média de 2 por dia).
Estes números demonstram bem que a violência doméstica está claramente relacionada com as questões de género e de quem dentro da relação detém o poder, quer este seja o poder económico, o poder social ou até o poder físico.
Segundo a APAV, as características familiares das vítimas destes crimes estão maioritariamente associadas à chamada família tradicional, o que nos pode levar a pensar que uma maior equidade dos papéis dentro da relação, que naturalmente advém dos novos modelos de família, poderá também ajudar a mudar esta realidade e a melhorar esta brutalidade.
Os crimes de maior relevo estão distribuídos por seis categorias.
Dentro delas as principais são os maus tratos físicos e psíquicos. Os autores destes crimes são, mais uma vez, essencialmente homens (90%) e ocorreram dentro da residência comum (74,3%), o que demonstra bem a vulnerabilidade a que estas vítimas estão sujeitas.
A APAV, em 2008, atingiu 10.001 processos de apoio, num universo de mais de 20.000 pessoas atendidas e apoiadas.
Trata-se de um problema transversal a toda a sociedade portuguesa.
A violência contra as mulheres exige uma atenção muito especial devido às suas características mas, sobretudo, porque é exercida no meio familiar onde supostamente as vítimas deveriam estar mais protegidas mas onde, e por questões culturais, a sociedade menos interfere, apesar de actualmente este tipo de crimes ser classificado como crime público e poder ser denunciado por qualquer pessoa.

É aqui que todos nós temos um papel importante no que refere à nossa responsabilidade como cidadãos e como agentes de intervenção social (sindicalistas). Temos a obrigação de estarmos atentos e de intervirmos sempre que tenhamos conhecimento destas situações, porque, se não actuarmos, estamos a ser coniventes com um crime.
Sejamos cidadãos activos.

 Perfil do autor do crime
• Homem (86,9%)
• Entre os 26 e os 55 anos (40%)
• Casado (52%)
• Relação familiar com a vítima (77%)
• Prática de crimes de violência doméstica (90%) de forma
continuada (79,8%)

     
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