Pesquisa

ok
Home»Nortada»Nortada Detalhe
 
Igualdade de Género e Interculturalidade nas Migrações

Promovido pela Comunidade Sindical dos Países de Língua Portuguesa (CSPLP) da qual faz parte a UGT, teve lugar no passado dia 11 Maio, no Auditório do CNAI - Centro Nacional de Apoio ao Imigrante), em Lisboa um debate intitulado ?Igualdade de Género e Interculturalidade nas Migrações?.

Este evento, que se inseriu no âmbito das actividades desenvolvidas na Semana Cultural da CPLP, teve como principal objectivo debater as questões da igualdade de género e a importância da diversidade cultural nas comunidades migrantes, nomeadamente nas de língua oficial portuguesa. Para além do secretário executivo da CSPLP, João Proença, intervieram na abertura do evento José Cordeiro, do secretário executivo da UGT, a presidente da Comissão das Mulheres da UGT, Ana Paula Viseu, e a Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), Rosário Farmhouse.
O debate, que contou com a intervenção de vários representantes da CSPLP, constou de dois painéis em que se trataram assuntos de interesse para os trabalhadores dos países de língua oficial portuguesa. No primeiro, orientado pela coordenadora da Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-IN, Odete Filipe, estiveram em realce Angola, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Timor Leste. O segundo painel, sobre o Brasil, Guiné-Bissau e Moçambique, teve como moderadora a presidente da Comissão de Mulheres da UGT. Os trabalhos foram encerrados pelo conselheiro da CGTP, Manuel Correia, e pelo director-geral da CPLP, Hélder Vaz.

 

Por Amor

Sempre cantei o fado
Por amor.
Nas cordas da guitarra
Solucei.
Se cantar o fado é pecado
Então, meu bom Jesus,
Muito pequei!
Se assim for
Eu peço o Vosso perdão,
Para quem tem
Só dor no coração.
Os fados que cantei
Foi a rezar.
Aí estava a guitarra
A soluçar.
Os fados que hoje canto
São mais tristes.
Os gemidos da guitarra
Têm mais dor.
Os espinhos da vida
São mais agrestes,
Como os teus,
Meu Jesus e redentor.

Maria Augusta

O Silêncio

No silêncio do meu quarto
Escrevo o fado,
Este fado que ninguém
Há-de cantar.
No silêncio do meu quarto
Escrevo o fado,
Este fado que a mim
Me faz chorar,
Sozinha com a minha solidão.
Com apenas papel e lápis
Sempre à mão,
Transmito a dor que tenho
No meu peito,
A dor do meu coração
Que está desfeito.
Grita, meu coração,
Grita como seja uma oração.
Acalma a minha dor.
Oh! Senhor que estais no Céu
De onde uma nuvem vem
Chorando por quem, há muito morreu.

Maria Augusta

 

     
   Imprimir        Voltar        Topo
Copyright © 2007 SBN