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Vitória da responsabilidade cívica

…com o resultado destas eleições ninguém pode ser considerado vencedor ou vencido, porque quem tem de vencer são os bancários no seu todo.

Em primeiro lugar quero agradecer a todos os bancários que, entendendo o significado da plena responsabilidade cívica, exerceram o seu direito de voto. É certo que a vitória da lista A se saldou numa diferença de 4.039 votos, o que significa, em termos percentuais, ter conseguido 77 por cento dos sufrágios. Esta votação tão expressiva constituiu, antes do mais, o reconhecimento expresso pelo trabalho desenvolvido ao longo destes últimos quatro anos. Todavia, tornou-se mais uma vez inequívoco que os bancários do Norte continuam a privilegiar a opção político-sindical que estava claramente plasmada no programa da lista A. O projecto UGT continua a ser entendido pela esmagadora maioria dos bancários do Norte como um expoente do sindicalismo democrático e independente. E é aqui oportuno enfatizar ter sido mediante a intervenção da UGT, por empenhamento dos sindicatos verticais do sector, que foi possível estabelecer o diálogo com a tutela relativamente ao “caso BPN”. Os corpos gerentes do SBN que agora se recandidataram exerceram uma política de gestão rigorosa e transparente, como tem ficado bem expresso quando da apresentação das contas e do orçamento. Por outro lado, entendemos a necessidade de uma prática de sindicalismo de proximidade, cada vez mais vocacionado para as novas gerações que ingressam no sector. A coligação vencedora representa as várias sensibilidades político- sindicais, todavia evitando a politização das estruturas dirigentes. Claro que para tal é necessário procurar e encontrar consensos, o que acaba por se traduzir num óbvio benefício para a classe, entendida como um todo. E temos sempre conseguido despir as camisolas partidárias, quando estão em causa os superiores interesses dos bancários. Mais: com o resultado destas eleições ninguém pode ser considerado vencedor ou vencido, porque quem tem de vencer são os bancários no seu todo. Agora, há que promover uma alteração estatutária que permita adaptar o funcionamento do sindicato aos novos desafios que se nos colocam a cada dia que passa. Por outro, concederemos forte prioridade à negociação colectiva, contribuindo para alterar modelos e métodos de negociação que não se compadeçam com as novas realidades; ou seja, temos de agir em vez de reagir. Entretanto, temos de resolver alguns problemas que se colocam com o nosso património, que tem um peso excessivo nas despesas do SBN. E também – não menos importante – temos de continuar a aperfeiçoar e a adequar o nosso subsistema de saúde às novas exigências dos bancários; queremos um SAMS de todos e para todos. Por outro lado, é necessário que os sindicatos verticais do sector se entendam quanto ao modelo de negociação colectiva, até porque estamos confrontados com patrões muito pouco vocacionados para preocupações de natureza social. E – pior – acho que a actual crise, ao contrário do que seria legítimo esperar, não lhes mudou as consciências. Por fim, sublinho que estaremos cada vez mais empenhados em que a Febase assuma a plenitude dos objectivos para que foi criada. É isso que os bancários esperam de nós. Por parte do SBN, não quero desapontá-los. Sei que há ainda um longo caminho a percorrer, mas estou certo que conseguiremos ultrapassar os obstáculos que nos forem surgindo pelo caminho. Sempre acreditei na federação como uma via para a criação de um sindicato único. Não sei se conseguiremos tal desiderato durante este mandato, mas sei que tudo faremos para que um dia esse objectivo se torne realidade.
     
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