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SBN assinala Dia Internacional da Mulher

A Direcção do SBN, em colaboração com o Grupo de Acção de Mulheres do SBN (GRAM), comemorou no passado dia 8 de Março o Dia Internacional da Mulher, com a organização de um passeio, em autocarros panorâmicos, visitando o Porto antigo, recheado de beleza histórica.
Após o passeio, foi servido um almoço-buffet no Hotel Ipanema- Porto, com a participação de muitas dezenas de associadas e membros dos respectivos agregados familiares.
Um elemento do secretariado do GRAM agradeceu a participação de todos os presentes, tendo-se seguido uma intervenção políticosindical alusiva ao dia, por parte da deputada à Assembleia da República Isabel Santos, lembrando que a data deve ser celebrada por todas as mulheres e homens, já que, ainda hoje, na prática, a mulher tem de continuar a lutar para conseguir usufruir, em pé de igualdade com os homens, dos mesmos direitos e das mesmas oportunidades.
A oradora mencionou também que deveria haver uma maior percentagem de mulheres a ocuparem lugares de destaque, a começar na Assembleia da República, mas também nas autarquias e no sector privado, sendo que, presentemente, apenas ocupam 33% dos mesmos.
Depois das intervenções, os participantes usufruíram de uma tarde de agradável convívio e animação, que decorreu em ambiente familiar, com muita alegria e boa disposição.
Por seu turno, também a UGT assinalou a data, com um seminário subordinado ao tema “Os Desafios Impostos à Parentabilidade”, que teve lugar no dia 11 na sede daquela central, com a presença de dezenas de mulheres activistas sindicais.

CES quer integrar a dimensão de género no tratamento da crise económica

Assinalando o Dia Internacional da Mulher, a Confederação Europeia de Sindicatos (CES) chamou a atenção para a importância da integração da dimensão de género nas diversas políticas e medidas que estão actualmente a ser implantadas para fazer face à crise económica: “Hoje a prioridade deve ser, mais do que nunca, concedida às questões da equidade, da igualdade e da não discriminação.”
A CES enfatiza que, enquanto a recessão se propaga e se intensifica na economia mundial, as mulheres e os homens sofrerão as consequências no mercado de trabalho e a desigualdade entre sexos arrisca-se a ser exacerbada pela crise: “Numa época de recessão económica, as mulheres são frequentemente confrontadas com as consequências negativas mais do que os homens, em função do seu duplo papel de assalariadas e de pessoas que se ocupam de familiares. Uma vez que são também susceptíveis de ocupar empregos menos remunerados e mais precários do que os dos homens, são confrontadas com um maior risco de pobreza imediata quando perdem o emprego.”
Por fim, a CES sublinha que enquanto a recessão se propaga na Europa, a atenção concentra-se prioritariamente na salvaguarda do emprego e menos na distribuição mais equitativa dos salários entre os sexos, sobre os acordos relativos ao tempo de trabalho flexível visando conciliar trabalho e vida familiar, e sobre a protecção dos direitos de maternidade e de paternidade: “Parece que as mulheres estão à margem da crise e que a luta encarniçada em prol do direito ao emprego, que permitiu às mulheres conciliar trabalho e vida familiar, faz parte de um passado hoje ameaçado e que fragiliza a situação das mulheres no mercado de trabalho.”
     
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