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Mário Mourão na cerimónia de entrega de prémios - Desporto promove sindicalismo de proximidade

“As actividades desportivas assumem um grande significado para o nosso sindicato, porque constituem uma excelente forma de proximidade para com os associados” – sublinhou o presidente da Direcção, Mário Mourão, na cerimónia de encerramento do ano desportivo, em que foram entregues os respectivos troféus aos atletas que quer individual quer colectivamente conquistaram lugares cimeiros nas diversas actividades, que envolveram mais de meio milhar de participantes. Logo a abrir a sessão de entrega de prémios, o responsável pelo pelouro, Francisco Mateus, classificou o ano de 2008 como uma “grande maratona desportiva, com acções plenamente conseguidas que permitiram cumprir todos os objectivos que nos propusemos; aliás, para ser mais preciso, devo até acrescentar que foram largamente ultrapassados, uma vez que começámos o mandato com dez modalidades e lhes acrescentamos mais cinco: bowling, king, snooker, squash e surfcasting”. Por isso também Mário Mourão felicitou o pelouro do Desporto, uma vez que “o êxito só foi possível por ter sido montada uma máquina eficaz de mulheres e homens dotados de grande dedicação e que não hesitaram em abdicar de muitos dos seus tempos livres, sacrificando muitos fins-de-semana”. E aproveitou a circunstância para relevar outros tipos de actividades promovidas pelo SBN, com destaque para a formação, cujas acções envolvem neste momento mais de três centenas de associados.

Negociação colectiva
“Mas a mãe de todas as nossas funções é a negociação colectiva, que diz respeito à vida de todos os nossos sócios e respectivas famílias” – salientou o presidente da Direcção, que recordou “termos atravessado em 2008, sobretudo no final do ano, momentos muito difíceis, que tiveram origem nos Estados Unidos, coração do sector financeiro”. Os exemplos seguiram-se, com o “caso BPN” à cabeça e cujo desenlace “não pode ser associado à crise, que apenas antecipou a descoberta das irregularidades e que constitui um problema de polícia, uma vez que se trata de fraudes cometidas por pessoas sem escrúpulos.

“Caso BPN” com resposta imediata
Mário Mourão recordou que o sindicato reagiu logo no dia seguinte ao do anúncio da nacionalização, exigindo também a responsabilização de todos quantos têm a seu cargo a realização de auditorias – “e se a legislação é insuficiente, então que seja alterada quanto antes, porque os bancários não podem ser confrontados com outras situações que venham a ocorrer”. E adiantou que agora a preocupação é com aqueles que têm contrato a termo, “porque não é aceitável que as injecções financeiras sirvam para despedir trabalhadores”, ao mesmo tempo que revelou a existência de situações de incerteza noutros bancos, cuja intenção é de não renovarem os contratos a prazo: “A banca não pode utilizar dinheiros públicos para, oportunisticamente, colocar pessoas no desemprego. Até porque é preciso que fique bem claro que os bancos não tiveram prejuízo – apenas reduziram os lucros.”

Febase assume contratação
O presidente do SBN anunciou depois que este ano a negociação vai já desenrolar-se no âmbito da Febase, passando a criticar a proposta de aumentos salariais de 0,9 por cento apresentada pela banca: “Nem sequer tiveram criatividade para adaptar a argumentação à situação de crise: é mais do mesmo.” Referiu, depois, que os três primeiros anos deste mandato foram condicionados pelos problemas financeiros originados por S. Miguel- o-Anjo, cujas contas ficarão encerradas no exercício de 2008: “Mas fizemos a alienação em bom tempo, porque se fosse hoje dificilmente se conseguiriam condições tão favoráveis.” Outro ponto salientado por Mourão foi a adesão à Febase, 34 anos depois de uma assembleia-geral no pavilhão do Académico que propôs a unidade na acção para o sector: “Mas há ainda um caminho a percorrer; ainda iremos encontrar obstáculos, mas o panorama seria pior se não tivéssemos integrado a Febase.

Contas e orçamento no momento certo
Ainda em jeito de balanço, o presidente do SBN congratulou-se pelo facto de este ter sido o único mandato em que as contas e o orçamento foram apresentadas no momento estatutariamente estabelecido. Por outro lado, recordou a campanha de sindicalização levada a efeito, para que aumentasse o número de 17 mil associados, sobretudo entre os jovens, bem como a negociação de acordos de empresa, que conseguiram os objectivos para os seus destinatários, para além da promoção do sindicalismo de proximidade, através das visitas aos balcões. Mais um dado significativo foi o de, trinta anos volvidos sobre o início da discussão, ter finalmente sido celebrado o acordo de segurança social para os novos bancários, que não os coloca dependentes dos fundos de pensões: “Os novos bancários vão assim integrar o regime geral, para o que contarão todos os descontos que fizerem, acrescidos de 1,5% para o plano complementar de reforma, mantendo o acesso ao SAMS, que é um bom sistema de saúde mas que tem de continuar a ser melhorado.”

Reestruturação dos postos clínicos
Dando continuidade ao raciocínio, Mário Mourão anunciou que está a ser cuidadosamente estudada a reestruturação de postos clínicos em áreas geográficas que não justifiquem a sua existência, como se comprova pelo facto de o acto de ministrar uma simples injecção chega a ter um custo de 50 euros para o SAMS. Defendeu que, neste contexto, a solução poderá passar pelo alargamento das convenções, o que permitirá ir ao encontro das necessidades dos utentes. Por último, Mourão sublinhou que dois outros passos significativos foram a introdução de um sistema de marcação de consultas on-line e a aquisição de uma aplicação informática para gestão documental, que permitirá significativos ganhos de eficácia no pagamento das comparticipações.

 

     
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